A minha vida não é perfeita. A minha vida está cheia de problemas, de coisas dificeis de resolver. E nestas alturas percebo sempre, sempre quem está do meu lado: a minha família. São eles que me levantam a auto-estima, que me levam a acreditar em mim, a perceber que eu nunca estarei sozinha. E isso vale tanto....
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Sócrates e os direitos constitucionais
Não,
não acho que a democracia esteja em causa com a prisão de
Sócrates.Porque a justiça tem de ser independente da política e a
política não deve entrar em caminhos da justiça. Chama-se a isto
direitos constitucionais.Agora, alguém pode explicar isto ao Correio da Manhã?
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
O lápis azul voltou.
Parece mentira mas não é. A revista "Análise
Social" foi retirada de circulação porque um dos artigos, sobre graffiti, continha imagens impróprias para um grande grupo comercial, que começa por P e D. Esse grupo comercial é um dos financiadores do ICS e, para não criar atritos com o sponsor, o ICS retirou todo o número de circulação. Atentado à liberdade, censura, ataque à liberdade de imprensa, tudo o que lhe quiserem chamar. A censura de volta 40 anos depois do 25 de abril. Porque as ditaduras não são só políticas, também são económicas.Transcrevo na íntegra o texto de tomada de posição do Ricardo Campos
(autor do ensaio visual "A Luta Voltou ao Muro")sobre a decisão
do diretor do ICS em retirar de circulação o último nº de "Análise
Social".
"Aqueles que me conhecem sabem que não tenho por hábito fazer comentários e colocar posts no facebook. Todavia fui arrastado para uma situação completamente inesperada e que assumiu proporções que merecem um comentário da minha parte.
Como é do conhecimento público, um ensaio visual que submeti à revista Análise Social foi alvo de censura por parte do director do Instituto de Ciências Sociais, tendo sido retirado de circulação. Aproveito para agradecer a solidariedade e as palavras de apreço de muitos colegas que consideram este tipo de atitudes inaceitável numa academia que devia preservar a liberdade de pensamento, a reflexão intelectual e o debate sem preconceitos. Aproveito, ainda, para agradecer a posição assumida pelo conselho editorial da revista, que demonstrou honestidade intelectual e rigor na forma como geriu toda a situação.
Como é natural recebi esta notícia com imensa surpresa e com algum choque. Surpresa, desde logo, porque não houve qualquer resistência anterior à publicação do meu ensaio visual. Foi por isso, com naturalidade, que recebi a informação de que a minha contribuição iria ser publicada no mais recente número da revista.
Surpresa, também, pelas razões invocadas que não focam qualquer questão de natureza científica ou ética que debilite, quer o argumento apresentado, quer a validade do mesmo. Tenho pesquisado ao longo da última década as questões da arte urbana, do graffiti e dos murais. Publiquei em diversas revistas nacionais e internacionais sem que, até aqui, alguma vez o conteúdo das imagens que apresentei tivesse sido alvo de qualquer juízo estético ou de valor. O que sempre esteve em causa foi o potencial ou pertinência analítica das ilustrações fotográficas. Nunca, por isso, me recusaram a publicação ou fizeram qualquer tipo de censura sobre o conteúdo imagético das fotografias.
As imagens que apresentei existem na rua e estão disponíveis ao olhar de qualquer transeunte. Considero que estas constituem uma expressão cultural e política singular, enquadrada num determinado contexto histórico e foram consideradas enquanto tal. São, obviamente, manifestações de indignação, de revolta e angústia, que alguns entendem ser de gosto duvidoso. A mim interessam-me as considerações de ordem científica que decorrem de uma análise da rua enquanto espaço de manifestação política, independentemente do choque que estas formas expressivas possam eventualmente causar. Aliás, enquanto cientista social, não me parece que existam objectos (ou imagens) de pesquisa menos dignos que outros. Mal estaríamos se começássemos a autocensurar-nos, tendo em conta critérios de bom gosto na aferição da forma como as pessoas se expressam e comunicam. Se censurássemos todo e qualquer objecto de estudo que pudesse ferir as susceptibilidades do público ou dos poderes instituídos (políticos, económicos, religiosos...) muitos fenómenos sociais ficariam fora dos nossos olhares.
Lamento, que o ICS tenha optado por uma situação que, a meu ver, em nada beneficia a imagem da revista e que considero pouco respeitosa para com um colega de academia que cumpriu todas as exigências éticas e científicas que devem reger a nossa conduta.
Que este episódio sirva, também, para repensarmos não só o nosso papel enquanto cientistas sociais, mas também para questionarmos o estado actual das instituições académicas e dos critérios que regem a “gestão” dos seus conteúdos".
Ricardo Campos
"Aqueles que me conhecem sabem que não tenho por hábito fazer comentários e colocar posts no facebook. Todavia fui arrastado para uma situação completamente inesperada e que assumiu proporções que merecem um comentário da minha parte.
Como é do conhecimento público, um ensaio visual que submeti à revista Análise Social foi alvo de censura por parte do director do Instituto de Ciências Sociais, tendo sido retirado de circulação. Aproveito para agradecer a solidariedade e as palavras de apreço de muitos colegas que consideram este tipo de atitudes inaceitável numa academia que devia preservar a liberdade de pensamento, a reflexão intelectual e o debate sem preconceitos. Aproveito, ainda, para agradecer a posição assumida pelo conselho editorial da revista, que demonstrou honestidade intelectual e rigor na forma como geriu toda a situação.
Como é natural recebi esta notícia com imensa surpresa e com algum choque. Surpresa, desde logo, porque não houve qualquer resistência anterior à publicação do meu ensaio visual. Foi por isso, com naturalidade, que recebi a informação de que a minha contribuição iria ser publicada no mais recente número da revista.
Surpresa, também, pelas razões invocadas que não focam qualquer questão de natureza científica ou ética que debilite, quer o argumento apresentado, quer a validade do mesmo. Tenho pesquisado ao longo da última década as questões da arte urbana, do graffiti e dos murais. Publiquei em diversas revistas nacionais e internacionais sem que, até aqui, alguma vez o conteúdo das imagens que apresentei tivesse sido alvo de qualquer juízo estético ou de valor. O que sempre esteve em causa foi o potencial ou pertinência analítica das ilustrações fotográficas. Nunca, por isso, me recusaram a publicação ou fizeram qualquer tipo de censura sobre o conteúdo imagético das fotografias.
As imagens que apresentei existem na rua e estão disponíveis ao olhar de qualquer transeunte. Considero que estas constituem uma expressão cultural e política singular, enquadrada num determinado contexto histórico e foram consideradas enquanto tal. São, obviamente, manifestações de indignação, de revolta e angústia, que alguns entendem ser de gosto duvidoso. A mim interessam-me as considerações de ordem científica que decorrem de uma análise da rua enquanto espaço de manifestação política, independentemente do choque que estas formas expressivas possam eventualmente causar. Aliás, enquanto cientista social, não me parece que existam objectos (ou imagens) de pesquisa menos dignos que outros. Mal estaríamos se começássemos a autocensurar-nos, tendo em conta critérios de bom gosto na aferição da forma como as pessoas se expressam e comunicam. Se censurássemos todo e qualquer objecto de estudo que pudesse ferir as susceptibilidades do público ou dos poderes instituídos (políticos, económicos, religiosos...) muitos fenómenos sociais ficariam fora dos nossos olhares.
Lamento, que o ICS tenha optado por uma situação que, a meu ver, em nada beneficia a imagem da revista e que considero pouco respeitosa para com um colega de academia que cumpriu todas as exigências éticas e científicas que devem reger a nossa conduta.
Que este episódio sirva, também, para repensarmos não só o nosso papel enquanto cientistas sociais, mas também para questionarmos o estado actual das instituições académicas e dos critérios que regem a “gestão” dos seus conteúdos".
Ricardo Campos
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Bem vindos a Abkházia
E ontem fui ao Doc Lisboa, bem acompanhada pela minha amiga Inês
Cerejo. Naqueles acasos de destino que nos acontecem vezes sem conta, os
bilhetes que eu comprei não eram para a sessão certa. Queríamos ir ver outros
filmes, mas demos por nós a assistir o documentário sobre Abkházia, esse país que é pais só para alguns , mas
nem existe para grande parte do mundo.A Abkházia fazia parte da federação Russa
mas com o fim da grande mãe soviética a Abkházia ficou a pertencer à Georgia e,
como é óbvio, a coisa não correu bem e deu em guerra em 1992. A guerra intermitente
durou até ao reconhecimento do parte da
Russia da independência da Abkázia em 2008 e respectivo acordo de protecção da
Abkázia ( a Russia intervém sempre que o território for atacado). Não vos conto
mais porque o documentário vale muito a
pena assistir. E tal como os bons filmes, os bons documentários ficam a pairar
na minha cabeça e instigam-me muitas perguntas. A mais importante delas é: o
que é um país? Um país é a sua gente? O seu território? A sua cultura? O que
define um país, como diferenciamos um país de uma região? E porque queremos nós
um país?
Os portugueses dedicam a maior parte do seu tempo a dizer mal de Portugal
mas saltam e abespinham-se de cada vez que um estrangeiro diz mal do nosso
país. Um país é então um sentimento de pertença? E somos nós que lhe
pertencemos ou é o país que nos pertence? Muitas perguntas, poucas respostas.Eu sou portuguesa antes de ser europeia, mas sou gente antes de ser
portuguesa. Mas tenho um país, não sou órfã de território. Por isso eu não sei
o que é um país, mas o melhor é que eu não sei o que é não ter um país. E isto
que nos parece tão pouco, afinal é muito.
Para saber mais sobre este filme “ Letters to Max”, consulte o link abaixo
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Viajar sem sair de Lisboa

Hoje viajei sem sair de Lisboa. Por aqueles acasos da vida,
precisei de um sapateiro para as minhas botas que tinham acabado de perder as
capas em plena Lisboa. Perguntei a um arrumador de carros (que considero uma
profissão útil e honesta, igual a tantas outras) que me indicou onde existia um
sapateiro e até os preços. E dei por mim no centro comercial do Martim Moniz,
entre lojas de cheiros maravilhosos, saris lindos, crianças chinesas com a
farda de alguns dos mais requisitados colégios portugueses e todo um mundo de
tolerância que me esperava. Os cheiros então! São maravilhosos, levam-nos para a
Tailândia e que saudades que eu tenho desse país cheio e vibrante de vida! Mas do que
mais me orgulho é de ainda sabermos receber e aceitar todos estes mundos e respeitá-los.
Oxalá nada disto mude porque todos são bem-vindos neste país ainda tolerante,
ainda aberto, ainda humano. E as minhas botas ficaram como novas.
domingo, 19 de outubro de 2014
Os Maias
Adorei, amei de paixão os Maias de João
Botelho.É intenso, vibrante, luxuriante. A época em que os filmes
portugueses eram uma seca já passou. Vale tanto a pena ir ao cinema ver
os Maias.Ah, e o actor principal que representa o Carlos da Maia é assim
para o muito giro...Vá corram para o cinema antes que seja tarde demais que a corrida de cavalos está quase a começar.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Ser coerente
Joguei este jogo demasiadas vezes: perguntei a alguém se
tinha namorado e se ia casar, sobre filhos e até fingi ter paciência para eventos sociais
para os quais nunca tive. E também respondi às mesmas perguntas, e também dei
as respostas socialmente correctas. Isto chama-se educação e por isso não me
arrependo. Mas existem limites para as perguntas e para a decência. Detesto que
me perguntem se este ou aquele amigo é gay. Ainda detesto mais que me
contem histórias sobre essas pessoas baseadas em boatinhos, boateiros e
parvoíces. Por isso vou ser clara: tanto me dá com quem os meus amigos dormem.
Mas mesmo, não é aquele discurso bacoco do “ eu respeito, eu aceito e tal”. Não
me interessa, não lhes pergunto e sobretudo não vos dou essas respostas. Interessa-me
se os meus amigos são felizes. Como está o emprego. As pequenas histórias que
nos fazem rir.Mas terem comigo conversas emocionais sobre a
sexualidade dos outros é algo que eu não admito. Por isso não me perguntem nada
porque nestes assuntos vou deixar de ser educada: metam-se na vossa vida e na vossa
cama. E deixem-me em paz!
terça-feira, 2 de setembro de 2014
A memória que se inventa
A evocação de tempos passados sempre me agradou. Talvez por
tentar entender o que se passou antes da minha existência, me tenha levado a
seguir História e a procurar nos que me antecederam respostas para o meu
presente. Se penso que isto é errado e aquilo é certo é porque os me
antecederam me deram uma cultura e uma visão do mundo que me moldou e molda.
Ninguém nasce livre e inocente, nascemos dentro de uma sociedade e de sua visão.
Mas nunca me senti confortável com a evocação do meu próprio
passado e nunca dele tive saudades. Não porque a minha vida não tenha sido boa
(foi) mas porque eu acredito que o melhor está sempre para vir e a felicidade
está sempre no que iremos fazer. Não significa isto que não me lembre com
saudades dos que já partiram ou que não recorde com carinho todos os bons
momentos que partilhei com tantas pessoas. Mas transformar esses momentos no
momento áureo da nossa vida, no pico máximo da felicidade que já passou e nunca
mais podemos voltar a ter, é viver de memórias e perder o futuro. Até porque
tantas vezes nos esquecemos que esses momentos bons também foram antecedidos de
coisas más ou nem sequer foram assim grande coisa. E quando vejo nas redes
sociais uma foto do passado e alguém a comentar “ saudades ou momentos únicos”
não deixo de pensar se os momentos foram assim tão bons e se as saudades não podem ser colmatadas com
um café, um almoço ou apenas um telefonema. Porque é tão prático evocar o
passado mas não fazer um esforço para estar no presente. Uma foto é bonita mas
nada substitui a presença física, o beijo e o abraço. Nada.
E entre um like no
face ou um beijinho em mim, eu escolho o presente. Venham beijos e abraços.
Venha o presente e o futuro.Venham novas memórias, novos amigos, novos
momentos sempre e sempre e sempre.
"Vivo sempre no
presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho."
Fernando Pessoa, Livro
do Desassossego.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Fim do Mundo? Não, só o divórcio do Tony!
Liguei a televisão e assustei-me. Na CM passava" deixe uma mensagem para Tony Carreira". Pensei que um dos filhos tinha morrido, ou todos, tal era o drama da mensagem. Afinal o Tony vai se separar. Mas o mais dramático foi assistir ás fãs a chorar e a desejar força. Eu diria que está tudo louco mas agora não posso. Estou a ligar para a CM para deixar uma mensagem de apoio ao Tony para dizer " pare de cantar e não faça mais estragos na meia idade portuguesa. É que muita menopausa junta é pior que um reactor nuclear".Agradecida.
domingo, 3 de agosto de 2014
As vítimas do terror.
Na faixa de Gaza, 1610 palestinos morreram. Segundo Israel a culpa é do Hamas. Morreram 64 soldados israelitas. Segundo o Hamas, a culpa é de Israel. A verdade é que o estado de Israel está a praticar terrorismo contra o grupo terroristas Hamas. E se na política não existem inocentes, as 10 crianças palestinas mortas hoje numa escola da ONU são o horror absoluto da guerra. Israel está decidida a exterminar outro povo, esquecendo-se que o seu próprio povo foi na segunda guerra mundial alvo de exterminação. O Hamas esquece-se da vida das crianças do seu povo, colocando a salvo os lideres e sacrificando os inocentes. Não existem lados bons nesta guerra. Só existem vítimas.Só vítimas.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Milagres de moda não existem!
Uma amiga decidiu comprar um fato de banho. Viu a Cláudia Vieira num outdoor e pensou “ ai que se eu tivesse aquele fato de banho preto também ficava assim poderosa, glamourosa e com aquele tom de pele”. Então essa amiga percorreu todas as lojas de lingerie/bikinis/fatos de banho e encontrou vários modelos. E todos os modelos, lindos no expositor, ficaram muito longe da imagem do outdoor, mais perto de uma Nigella plus size. Mas essa amiga não desistiu. Numa revista de moda deu de caras com uns novos modelos slim que adelgaçam tudo e então toca a voltar a todas as lojas de lingerie/ bikinis/ fatos de banho. Ora o slim adelgaça num lado e coloca o excesso noutro. Mais graficamente, essa minha amiga ficou com a barriga lisa mas com umas costas com maminhas. Não há milagres. Essa minha amiga voltou aos legumes, ao peixinho e ao frango grelhado….
"A moda é a única lei a que todos obedecem, provavelmente porque é facultativa."
Véron, Pierre
sábado, 12 de julho de 2014
Julho, o mês da vingança das bolachas!
Julho
é o mês da vingança das bolachas. Todas aquelas tentações a que não resisti nas
noites que frias de Inverno, juntam-se este mês para me relembrarem que
cada uma delas repousa candidamente nas minhas coxas ou barriga. Eu culpo a
Nigella. Os programas culinários das 8h30 da noite na Sic Mulher
arruinaram-me. Por isso agora vou para a praia com o meu bikini novo e todos os
bolos, bolachas e tartes destes 7 frios meses do ano. Até já!
quarta-feira, 9 de julho de 2014
BES :História de uma família de bem que nos faz tão mal
Desde
pequena que ouço estas expressões como “ ter berço”, “famílias de bem”, “gente
fina”. Estas expressões traçavam (e traçam) a fina linha entre “nós”, o povo, e “eles”, os de
bem, da elite. Ninguém personifica tão bem
estas expressões como a família Espírito
Santo, a verdadeira família de bem portuguesa. Uma família caridosa e que, por
acaso, também é dona de um banco.
Os
Espirito Santo representam as glórias passadas de um país, tão caras a tanta
gente, e um banco nacional que se confunde com o próprio governo. As ligações políticas duvidosas
e corruptas sempre fizeram parte dos Espirito Santo. Desde a amizade
privilegiada do banqueiro Ricardo Salgado (avô do actual Ricardo Salgado) com
Salazar, passando pela governação Sócrates em que o grupo BES é o banco do poder e com poder para negociar PPS danosas para o Estado em áreas como a
saúde a construção, até ao actual regime político em que Ricardo Salgado foi
nomeado consultor não oficial de Passos Coelho.
O BES
sempre foi pródigo em escândalos . Escondeu contas em nome do ditador chileno Augusto Pinochet ,
esteve envolvido no caso Portucale (em que uma empresa financeira do grupo BES alegadamente
transferiu milhões para os cofres do CDS) e é um dos bancos citados no escândalo do "Mensalão"
.Escândalo financeiro tornou-se quase um sinónimo de BES. Mas como eram
negócios lá “deles”, nós permanecíamos mudos e calados.
Este ano o BESA perdeu o rasto a 5,7 mil
milhões de dólares em créditos. Coisa pouco para quem tem bolsos largos e
acidentes acontecem. Tal como os esquecimentos. A holding da
família esqueceu-se de declarar 1200 milhões
de euros em dívidas e divulgou
dados errados ao mercado. E como é que nós sabemos? Através de uma menção feita
pelo próprio banco no prospecto de aumento de capital de 1045 milhões de euros.
Porque quando os primos de zangam, os esquecimentos aparecem.
Então o que fez o Banco para resolver os seus
problemas? Pediu aos contribuintes portugueses, considerados preguiçosos e dependentes do
subsídio de desemprego ( declarações de Salgado em 2013) que o ajudasse a resolver este pequeno
problema de família. É como brincar aos pobrezinhos estão a ver?
O amigo Passos não concedeu esta ajuda caridosa apenas
porque as normas de Basileia III e a União Europeia não o permitiram. Mas tinha vontade, isso aposto que tinha. Por isso Salgado foi pedir ajuda ao Estado Angolano que o
ajudou a tapar o buraquito . O BESA está resolvido à custa dos contribuintes
angolanos, a holding da família aguarda um menção de” risco de contágio” para
resolver os seus. Porque se os mercados ficarem mesmo nervosos, o Passos vai
ter de ajudar não é?
A
história dos Espirito Santo é a história de um país que acha que os ricos têm
direitos que os comuns mortais não têm. A história de um país que acredita que
comprar um carro a prestações é pecado, mas esconder milhões aos impostos “são
coisas lá deles, fazer o quê?”.
Fazer
o quê? Levar à justiça o crime de inside
trading, de branqueamento de capitais. Porque já percebemos que os negócios
deles são feitos com dinheiro nosso. É o que se chama maus vícios. Mas maus
vícios de uma família de bem não são uns vícios quaisquer….
"Não nos libertamos de um hábito, atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau a degrau."
Mark Twaindomingo, 29 de junho de 2014
A morte de um filho
Hoje
soube-se que morreu o filho de Judite de Sousa. Não conheço a Judite nem o
filho, tal como não conheço todas as mães que perdem os seus filhos. E também
não preciso de ser mãe para saber que não existe dor maior. Por isso o meu
abraço apertado à Judite e a todas as mães e pais que passam por essa dor.
Porque não há dor maior. Nem pode haver.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Declaração de voto
Ontem o LIVRE não
conseguiu eleger um deputado. Perdemos e ponto final. Hoje dia 26 começam as
legislativas, com a preparação do programa eleitoral aberto a todos os cidadãos
que quiserem participar na escrita do mesmo e sugerir emendas. Foi assim com o
programa europeu, será assim com o programa para as legislativas. Aberto a
todos, porque o LIVRE é um partido começa por ser democrático por dentro para
construir a democracia .
Pessoalmente esta
foi a grande viagem da minha vida. Nunca tinha tido qualquer participação
política apenas porque eu já era LIVRE antes do LIVRE existir. Foi duro,
confesso. Foi duro ouvir as barbaridades de muitos, perceber que gente de quem
se gosta afinal não gosta assim tanto de nós. Mas ontem soube-me bem receber as
mensagens de apoio de vários amigos que votaram LIVRE não por mim mas porque
leram o programa Europeu e se identificaram . Isto compensa tudo. E a todos os
outros amigos que, sendo de partidos diferentes, não deixaram de desejar boa
sorte. Isto é democracia.
Porque dizer que
todos os políticos são iguais e só querem tachos é mentira e enfraquece a nossa
democracia. E abre espaço a partidos que não interessam à nossa democracia e
assim têm a porta escancarada para entrar.
Saudações LIVRES
Marisa Filipe
quarta-feira, 14 de maio de 2014
O Ódio.
O acto de
odiar alguém é poderoso. O amor e o ódio caminham lado e lado e se o facto dedicarmos
uma parte da nossa vida ao acto de amar já é extraordinário, maior ainda se
torna quando alguém se dedica ao acto de odiar. O ódio consome tempo, o ódio
implica trabalho e o ódio tem de ser alimentado da mesma forma que o amor:
permanentemente, insistentemente, compulsivamente. O facto de alguém nos odiar
é profundamente transformador. Significa compreender o impacto que a nossa
presença acarreta e aceitar a importância que todo o nosso ser representa para
alguém. A única diferença entre o amor e o ódio é que devemos respeitar quem
nos ama, mas podemos simplesmente ignorar ou subestimar quem nos odeia, porque
nada alimenta mais o ódio que a apatia.
Francamente,
não consigo odiar ninguém. Não gosto de muita gente, mas odiar é não gostar de
todo e dedicarmos toda a nossa atenção e as nossas energias a esse acto, o acto
de odiar. Recentemente descobri que me odiavam, mas a sério a sério, o que eu
acho lisonjeador. Porque darem-se ao trabalho que dedicar tanta energia à minha
pessoa é uma lisonja e não estou a ser minimamente irónica. Porque a verdade é
que não há nada pior que sermos ignorados. Ser odiado é revelador que a nossa
atitude importa, que o nosso ser incomoda. E isso é extraordinário.
A qualidade do ódio é que é fraquinha, os
boatos são apalermados, mas há que reconhecer a vontade de praticar o ódio. Podem
e devem continuar. Apenas não consigo odiar quem me odeia porque não lhes reconheço
qualidades intelectuais para tal. Mas aceito o elogio e agradeço-o. Gosto que
gostem de mim, mas confesso que me odiarem tem outro sabor, um ne sais quoi que me agrada ainda mais….
terça-feira, 13 de maio de 2014
A vossa família também é assim tão unida?
Se acham que têm problemas na família pensem bem.... Este é todo um novo nível. A irmã de Knowles bate no cunhado sem pena nem agravo. Aquele fatinho branco ficou amarrotadito:)
http://www.billboard.com/articles/news/6084784/solange-jay-z-fight-attack-beyonce-met-gala
http://www.billboard.com/articles/news/6084784/solange-jay-z-fight-attack-beyonce-met-gala
domingo, 27 de abril de 2014
Entre marido e mulher, mete-se a colher.
No dia 17 de Abril, Manuel Baltazar matou a sogra e a
cunhada. Não matou a sua própria filha e a ex-mulher por pura sorte. A morte
destas mulheres era anunciada. Manuel Baltazar nunca aceitou o divórcio da
ex-mulher que enquanto foi sua esposa mais não era mais que um saco de pancada.
Toda a gente sabia na terra e nas terras vizinhas que Manuel iria matar a
ex-mulher. Os vizinhos pediam-lhe calma, a polícia colocou-lhe uma pulseira electrónica.
A calma deu em mortes, a pulseira não serviu de nada. Em Portugal, a vida de uma
mulher vale pouco e a violência doméstica ainda é assunto só entre “ eles”.
Eles que se entendam, diz o “povo”. E enquanto a violência doméstica for entre “eles”
e os Manueis Baltazares forem apenas “
aconselhados” a ter calma, o número de
vítimas não vai parar de aumentar.
Isto tudo porque ainda não metemos na cabeça que a violência doméstica é crime público e por isso " entre marido e mulher, mete-se a colher".
terça-feira, 22 de abril de 2014
O português americano-parvo-ignorante: Henrique Raposo
Durante anos gozei com os americanos. Que eram um povinho
ignorante, que teimavam em não admitir que o homem é o responsável pelas
alterações climáticas. Tanto gozei, tanto provoquei os deuses, que em pleno
século XXI existe um português da
espécie de americano-parvo-ignorante que escreve diariamente num jornal ,
outrora reputado, o Expresso. Esse americano-parvo-ignorante escreveu a 22 de Abril
de 2014 que a culpa do aquecimento global é dos vulcões. Está tudo dito. A parvoíce
não termina com um curso superior. Neste caso até se agravou.
Pobres de nós portugueses. Já não bastava a crise política,
agora temos uma revanche de parvoíce publicada em jornal.
"Um pedante é um
estúpido adulterado pelo estudo."
Miguel Unamuno
segunda-feira, 21 de abril de 2014
It's a cruel, cruel summer....
"Dolores Aveiro vai lançar uma biografia. A mãe de Cristiano Ronaldo, de 59 anos, aceitou o desafio de Paulo Sousa e Costa para partilhar os momentos mais marcantes pelos quais já passou. "O objetivo deste livro é homenagear uma mulher que é uma mãe extraordinária, que passou por muito para dar educação e comida aos filhos. É uma inspiração para muitas pessoas", revela o companheiro de Carla Matadinho, acrescentando: "Fiquei impressionado com o caráter dela. É forte e não esquece as origens". A obra será lançada no verão."
http://www.vidas.xl.pt/noticias/nacionais/detalhe/mae_de_ronaldo_partilha_historia_de_vida_em_livro.html
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