domingo, 3 de agosto de 2014

As vítimas do terror.

Na faixa de Gaza, 1610 palestinos morreram. Segundo Israel a culpa é do Hamas. Morreram 64 soldados israelitas. Segundo o Hamas, a culpa é de Israel.  A verdade é que o estado de Israel está a praticar terrorismo contra o grupo terroristas Hamas. E se na política não existem inocentes, as 10 crianças palestinas mortas hoje numa escola da ONU são o horror absoluto da guerra.  Israel está decidida a exterminar outro povo, esquecendo-se que o seu próprio povo foi na segunda guerra mundial alvo de exterminação. O Hamas esquece-se da vida das crianças do seu povo, colocando a salvo os lideres e sacrificando os inocentes. Não existem  lados bons nesta guerra. Só existem vítimas.Só vítimas.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Milagres de moda não existem!




Uma amiga decidiu comprar um fato de banho. Viu a  Cláudia Vieira num outdoor e pensou “ ai que se eu tivesse aquele fato de banho preto também ficava assim poderosa, glamourosa e com aquele tom de pele”. Então essa amiga percorreu todas as lojas de lingerie/bikinis/fatos de banho e encontrou vários modelos. E todos os modelos, lindos no expositor, ficaram muito longe da imagem do outdoor, mais perto de uma Nigella plus size.  Mas essa amiga não desistiu. Numa revista de moda deu de caras com uns novos modelos slim que adelgaçam tudo e então toca a voltar a todas as lojas de lingerie/ bikinis/ fatos de banho. Ora o slim adelgaça num lado e coloca o excesso noutro. Mais graficamente, essa minha amiga ficou com a barriga lisa mas com umas costas com maminhas. Não há milagres. Essa minha amiga voltou aos legumes, ao peixinho e ao frango grelhado….



"A moda é a única lei a que todos obedecem, provavelmente porque é facultativa."

Véron, Pierre



sábado, 12 de julho de 2014

Julho, o mês da vingança das bolachas!

Julho é o mês da vingança das bolachas. Todas aquelas tentações a que não resisti nas noites que  frias de Inverno, juntam-se este mês para me relembrarem que cada uma delas repousa candidamente nas minhas coxas ou barriga. Eu culpo a Nigella. Os programas culinários das 8h30 da noite na  Sic Mulher arruinaram-me. Por isso agora vou para a praia com o meu bikini novo e todos os bolos, bolachas e tartes destes 7 frios meses do ano. Até já!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

BES :História de uma família de bem que nos faz tão mal

Desde pequena que ouço estas expressões como “ ter berço”, “famílias de bem”, “gente fina”. Estas expressões traçavam (e traçam) a  fina linha entre “nós”, o povo, e “eles”, os de bem, da elite.  Ninguém personifica tão bem estas expressões como a família  Espírito Santo, a verdadeira família de bem portuguesa. Uma família caridosa e que, por acaso, também é dona de um banco.
Os Espirito Santo representam as glórias passadas de um país, tão caras a tanta gente, e um banco nacional que se confunde com o próprio governo. As ligações políticas duvidosas e corruptas sempre fizeram parte dos Espirito Santo. Desde a amizade privilegiada do banqueiro Ricardo Salgado (avô do actual Ricardo Salgado) com Salazar, passando pela governação Sócrates em que o  grupo BES é o banco  do poder e com poder para negociar  PPS danosas para o Estado em áreas como a saúde a construção, até ao actual regime político em que Ricardo Salgado foi nomeado consultor não oficial de Passos Coelho.
O BES sempre foi pródigo em escândalos . Escondeu contas  em nome do ditador chileno Augusto Pinochet , esteve envolvido no caso Portucale (em que  uma  empresa financeira do grupo BES alegadamente transferiu milhões para os cofres do CDS) e é um dos bancos citados  no escândalo do "Mensalão" .Escândalo financeiro tornou-se quase um sinónimo de BES. Mas como eram negócios lá “deles”, nós permanecíamos mudos e calados.
Este ano o BESA perdeu o rasto a 5,7 mil milhões de dólares em créditos. Coisa pouco para quem tem bolsos largos e acidentes acontecem. Tal como os esquecimentos. A holding da família esqueceu-se de declarar 1200 milhões de euros em dívidas e divulgou dados errados ao mercado. E como é que nós sabemos? Através de uma menção feita pelo próprio banco no prospecto de aumento de capital de 1045 milhões de euros. Porque quando os primos de zangam, os esquecimentos aparecem.
Então o que fez o Banco para resolver os seus problemas? Pediu aos contribuintes portugueses, considerados preguiçosos e dependentes do subsídio de desemprego ( declarações de Salgado em 2013)  que o ajudasse a resolver este pequeno problema de família. É como brincar aos pobrezinhos estão a ver?
O amigo Passos não concedeu esta ajuda caridosa apenas porque as normas de Basileia III e a União Europeia não o permitiram.  Mas tinha vontade, isso aposto que tinha. Por isso Salgado foi pedir ajuda ao Estado Angolano que o ajudou a tapar o buraquito . O BESA está resolvido à custa dos contribuintes angolanos, a holding da família aguarda um menção de” risco de contágio” para resolver os seus. Porque se os mercados ficarem mesmo nervosos, o Passos vai ter de ajudar não é?
A história dos Espirito Santo é a história de um país que acha que os ricos têm direitos que os comuns mortais não têm. A história de um país que acredita que comprar um carro a prestações é pecado, mas esconder milhões aos impostos “são coisas lá deles, fazer o quê?”.
Fazer o quê? Levar à justiça o crime de inside trading, de branqueamento de capitais. Porque já percebemos que os negócios deles são feitos com dinheiro nosso. É o que se chama maus vícios. Mas maus vícios de uma família de bem não são uns vícios quaisquer….

"Não nos libertamos de um hábito, atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau a degrau."
Mark Twain

domingo, 29 de junho de 2014

A morte de um filho

Hoje soube-se que morreu o filho de Judite de Sousa. Não conheço a Judite nem o filho, tal como não conheço todas as mães que perdem os seus filhos. E também não preciso de ser mãe para saber que não existe dor maior. Por isso o meu abraço apertado à Judite e a todas as mães e pais que passam por essa dor. Porque não há dor maior. Nem pode haver.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Declaração de voto


Ontem o LIVRE não conseguiu eleger um deputado. Perdemos e ponto final. Hoje dia 26 começam as legislativas, com a preparação do programa eleitoral aberto a todos os cidadãos que quiserem participar na escrita do mesmo e sugerir emendas. Foi assim com o programa europeu, será assim com o programa para as legislativas. Aberto a todos, porque o LIVRE é um partido começa por ser democrático por dentro para construir a democracia .
Pessoalmente esta foi a grande viagem da minha vida. Nunca tinha tido qualquer participação política apenas porque eu já era LIVRE antes do LIVRE existir. Foi duro, confesso. Foi duro ouvir as barbaridades de muitos, perceber que gente de quem se gosta afinal não gosta assim tanto de nós. Mas ontem soube-me bem receber as mensagens de apoio de vários amigos que votaram LIVRE não por mim mas porque leram o programa Europeu e se identificaram . Isto compensa tudo. E a todos os outros amigos que, sendo de partidos diferentes, não deixaram de desejar boa sorte. Isto é democracia.
Porque dizer que todos os políticos são iguais e só querem tachos é mentira e enfraquece a nossa democracia. E abre espaço a partidos que não interessam à nossa democracia e assim têm a porta escancarada para entrar.
Saudações LIVRES

Marisa Filipe

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O Ódio.

O acto de odiar alguém é poderoso. O amor e o ódio caminham lado e lado e se o facto dedicarmos uma parte da nossa vida ao acto de amar já é extraordinário, maior ainda se torna quando alguém se dedica ao acto de odiar. O ódio consome tempo, o ódio implica trabalho e o ódio tem de ser alimentado da mesma forma que o amor: permanentemente, insistentemente, compulsivamente. O facto de alguém nos odiar é profundamente transformador. Significa compreender o impacto que a nossa presença acarreta e aceitar a importância que todo o nosso ser representa para alguém. A única diferença entre o amor e o ódio é que devemos respeitar quem nos ama, mas podemos simplesmente ignorar ou subestimar quem nos odeia, porque nada alimenta mais o ódio que a apatia.

Francamente, não consigo odiar ninguém. Não gosto de muita gente, mas odiar é não gostar de todo e dedicarmos toda a nossa atenção e as nossas energias a esse acto, o acto de odiar. Recentemente descobri que me odiavam, mas a sério a sério, o que eu acho lisonjeador. Porque darem-se ao trabalho que dedicar tanta energia à minha pessoa é uma lisonja e não estou a ser minimamente irónica. Porque a verdade é que não há nada pior que sermos ignorados. Ser odiado é revelador que a nossa atitude importa, que o nosso ser incomoda. E isso é extraordinário.

A qualidade do ódio é que é fraquinha, os boatos são apalermados, mas há que reconhecer a vontade de praticar o ódio. Podem e devem continuar. Apenas não consigo odiar quem me odeia porque não lhes reconheço qualidades intelectuais para tal. Mas aceito o elogio e agradeço-o. Gosto que gostem de mim, mas confesso que me odiarem tem outro sabor, um ne sais quoi que me agrada ainda mais….