Julho
é o mês da vingança das bolachas. Todas aquelas tentações a que não resisti nas
noites que frias de Inverno, juntam-se este mês para me relembrarem que
cada uma delas repousa candidamente nas minhas coxas ou barriga. Eu culpo a
Nigella. Os programas culinários das 8h30 da noite na Sic Mulher
arruinaram-me. Por isso agora vou para a praia com o meu bikini novo e todos os
bolos, bolachas e tartes destes 7 frios meses do ano. Até já!
sábado, 12 de julho de 2014
quarta-feira, 9 de julho de 2014
BES :História de uma família de bem que nos faz tão mal
Desde
pequena que ouço estas expressões como “ ter berço”, “famílias de bem”, “gente
fina”. Estas expressões traçavam (e traçam) a fina linha entre “nós”, o povo, e “eles”, os de
bem, da elite. Ninguém personifica tão bem
estas expressões como a família Espírito
Santo, a verdadeira família de bem portuguesa. Uma família caridosa e que, por
acaso, também é dona de um banco.
Os
Espirito Santo representam as glórias passadas de um país, tão caras a tanta
gente, e um banco nacional que se confunde com o próprio governo. As ligações políticas duvidosas
e corruptas sempre fizeram parte dos Espirito Santo. Desde a amizade
privilegiada do banqueiro Ricardo Salgado (avô do actual Ricardo Salgado) com
Salazar, passando pela governação Sócrates em que o grupo BES é o banco do poder e com poder para negociar PPS danosas para o Estado em áreas como a
saúde a construção, até ao actual regime político em que Ricardo Salgado foi
nomeado consultor não oficial de Passos Coelho.
O BES
sempre foi pródigo em escândalos . Escondeu contas em nome do ditador chileno Augusto Pinochet ,
esteve envolvido no caso Portucale (em que uma empresa financeira do grupo BES alegadamente
transferiu milhões para os cofres do CDS) e é um dos bancos citados no escândalo do "Mensalão"
.Escândalo financeiro tornou-se quase um sinónimo de BES. Mas como eram
negócios lá “deles”, nós permanecíamos mudos e calados.
Este ano o BESA perdeu o rasto a 5,7 mil
milhões de dólares em créditos. Coisa pouco para quem tem bolsos largos e
acidentes acontecem. Tal como os esquecimentos. A holding da
família esqueceu-se de declarar 1200 milhões
de euros em dívidas e divulgou
dados errados ao mercado. E como é que nós sabemos? Através de uma menção feita
pelo próprio banco no prospecto de aumento de capital de 1045 milhões de euros.
Porque quando os primos de zangam, os esquecimentos aparecem.
Então o que fez o Banco para resolver os seus
problemas? Pediu aos contribuintes portugueses, considerados preguiçosos e dependentes do
subsídio de desemprego ( declarações de Salgado em 2013) que o ajudasse a resolver este pequeno
problema de família. É como brincar aos pobrezinhos estão a ver?
O amigo Passos não concedeu esta ajuda caridosa apenas
porque as normas de Basileia III e a União Europeia não o permitiram. Mas tinha vontade, isso aposto que tinha. Por isso Salgado foi pedir ajuda ao Estado Angolano que o
ajudou a tapar o buraquito . O BESA está resolvido à custa dos contribuintes
angolanos, a holding da família aguarda um menção de” risco de contágio” para
resolver os seus. Porque se os mercados ficarem mesmo nervosos, o Passos vai
ter de ajudar não é?
A
história dos Espirito Santo é a história de um país que acha que os ricos têm
direitos que os comuns mortais não têm. A história de um país que acredita que
comprar um carro a prestações é pecado, mas esconder milhões aos impostos “são
coisas lá deles, fazer o quê?”.
Fazer
o quê? Levar à justiça o crime de inside
trading, de branqueamento de capitais. Porque já percebemos que os negócios
deles são feitos com dinheiro nosso. É o que se chama maus vícios. Mas maus
vícios de uma família de bem não são uns vícios quaisquer….
"Não nos libertamos de um hábito, atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau a degrau."
Mark Twaindomingo, 29 de junho de 2014
A morte de um filho
Hoje
soube-se que morreu o filho de Judite de Sousa. Não conheço a Judite nem o
filho, tal como não conheço todas as mães que perdem os seus filhos. E também
não preciso de ser mãe para saber que não existe dor maior. Por isso o meu
abraço apertado à Judite e a todas as mães e pais que passam por essa dor.
Porque não há dor maior. Nem pode haver.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Declaração de voto
Ontem o LIVRE não
conseguiu eleger um deputado. Perdemos e ponto final. Hoje dia 26 começam as
legislativas, com a preparação do programa eleitoral aberto a todos os cidadãos
que quiserem participar na escrita do mesmo e sugerir emendas. Foi assim com o
programa europeu, será assim com o programa para as legislativas. Aberto a
todos, porque o LIVRE é um partido começa por ser democrático por dentro para
construir a democracia .
Pessoalmente esta
foi a grande viagem da minha vida. Nunca tinha tido qualquer participação
política apenas porque eu já era LIVRE antes do LIVRE existir. Foi duro,
confesso. Foi duro ouvir as barbaridades de muitos, perceber que gente de quem
se gosta afinal não gosta assim tanto de nós. Mas ontem soube-me bem receber as
mensagens de apoio de vários amigos que votaram LIVRE não por mim mas porque
leram o programa Europeu e se identificaram . Isto compensa tudo. E a todos os
outros amigos que, sendo de partidos diferentes, não deixaram de desejar boa
sorte. Isto é democracia.
Porque dizer que
todos os políticos são iguais e só querem tachos é mentira e enfraquece a nossa
democracia. E abre espaço a partidos que não interessam à nossa democracia e
assim têm a porta escancarada para entrar.
Saudações LIVRES
Marisa Filipe
quarta-feira, 14 de maio de 2014
O Ódio.
O acto de
odiar alguém é poderoso. O amor e o ódio caminham lado e lado e se o facto dedicarmos
uma parte da nossa vida ao acto de amar já é extraordinário, maior ainda se
torna quando alguém se dedica ao acto de odiar. O ódio consome tempo, o ódio
implica trabalho e o ódio tem de ser alimentado da mesma forma que o amor:
permanentemente, insistentemente, compulsivamente. O facto de alguém nos odiar
é profundamente transformador. Significa compreender o impacto que a nossa
presença acarreta e aceitar a importância que todo o nosso ser representa para
alguém. A única diferença entre o amor e o ódio é que devemos respeitar quem
nos ama, mas podemos simplesmente ignorar ou subestimar quem nos odeia, porque
nada alimenta mais o ódio que a apatia.
Francamente,
não consigo odiar ninguém. Não gosto de muita gente, mas odiar é não gostar de
todo e dedicarmos toda a nossa atenção e as nossas energias a esse acto, o acto
de odiar. Recentemente descobri que me odiavam, mas a sério a sério, o que eu
acho lisonjeador. Porque darem-se ao trabalho que dedicar tanta energia à minha
pessoa é uma lisonja e não estou a ser minimamente irónica. Porque a verdade é
que não há nada pior que sermos ignorados. Ser odiado é revelador que a nossa
atitude importa, que o nosso ser incomoda. E isso é extraordinário.
A qualidade do ódio é que é fraquinha, os
boatos são apalermados, mas há que reconhecer a vontade de praticar o ódio. Podem
e devem continuar. Apenas não consigo odiar quem me odeia porque não lhes reconheço
qualidades intelectuais para tal. Mas aceito o elogio e agradeço-o. Gosto que
gostem de mim, mas confesso que me odiarem tem outro sabor, um ne sais quoi que me agrada ainda mais….
terça-feira, 13 de maio de 2014
A vossa família também é assim tão unida?
Se acham que têm problemas na família pensem bem.... Este é todo um novo nível. A irmã de Knowles bate no cunhado sem pena nem agravo. Aquele fatinho branco ficou amarrotadito:)
http://www.billboard.com/articles/news/6084784/solange-jay-z-fight-attack-beyonce-met-gala
http://www.billboard.com/articles/news/6084784/solange-jay-z-fight-attack-beyonce-met-gala
domingo, 27 de abril de 2014
Entre marido e mulher, mete-se a colher.
No dia 17 de Abril, Manuel Baltazar matou a sogra e a
cunhada. Não matou a sua própria filha e a ex-mulher por pura sorte. A morte
destas mulheres era anunciada. Manuel Baltazar nunca aceitou o divórcio da
ex-mulher que enquanto foi sua esposa mais não era mais que um saco de pancada.
Toda a gente sabia na terra e nas terras vizinhas que Manuel iria matar a
ex-mulher. Os vizinhos pediam-lhe calma, a polícia colocou-lhe uma pulseira electrónica.
A calma deu em mortes, a pulseira não serviu de nada. Em Portugal, a vida de uma
mulher vale pouco e a violência doméstica ainda é assunto só entre “ eles”.
Eles que se entendam, diz o “povo”. E enquanto a violência doméstica for entre “eles”
e os Manueis Baltazares forem apenas “
aconselhados” a ter calma, o número de
vítimas não vai parar de aumentar.
Isto tudo porque ainda não metemos na cabeça que a violência doméstica é crime público e por isso " entre marido e mulher, mete-se a colher".
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