quarta-feira, 14 de maio de 2014

O Ódio.

O acto de odiar alguém é poderoso. O amor e o ódio caminham lado e lado e se o facto dedicarmos uma parte da nossa vida ao acto de amar já é extraordinário, maior ainda se torna quando alguém se dedica ao acto de odiar. O ódio consome tempo, o ódio implica trabalho e o ódio tem de ser alimentado da mesma forma que o amor: permanentemente, insistentemente, compulsivamente. O facto de alguém nos odiar é profundamente transformador. Significa compreender o impacto que a nossa presença acarreta e aceitar a importância que todo o nosso ser representa para alguém. A única diferença entre o amor e o ódio é que devemos respeitar quem nos ama, mas podemos simplesmente ignorar ou subestimar quem nos odeia, porque nada alimenta mais o ódio que a apatia.

Francamente, não consigo odiar ninguém. Não gosto de muita gente, mas odiar é não gostar de todo e dedicarmos toda a nossa atenção e as nossas energias a esse acto, o acto de odiar. Recentemente descobri que me odiavam, mas a sério a sério, o que eu acho lisonjeador. Porque darem-se ao trabalho que dedicar tanta energia à minha pessoa é uma lisonja e não estou a ser minimamente irónica. Porque a verdade é que não há nada pior que sermos ignorados. Ser odiado é revelador que a nossa atitude importa, que o nosso ser incomoda. E isso é extraordinário.

A qualidade do ódio é que é fraquinha, os boatos são apalermados, mas há que reconhecer a vontade de praticar o ódio. Podem e devem continuar. Apenas não consigo odiar quem me odeia porque não lhes reconheço qualidades intelectuais para tal. Mas aceito o elogio e agradeço-o. Gosto que gostem de mim, mas confesso que me odiarem tem outro sabor, um ne sais quoi que me agrada ainda mais….


terça-feira, 13 de maio de 2014

A vossa família também é assim tão unida?

Se acham que têm problemas na família pensem bem.... Este é todo um novo nível. A irmã de Knowles bate no cunhado sem pena nem agravo. Aquele fatinho branco ficou amarrotadito:)


http://www.billboard.com/articles/news/6084784/solange-jay-z-fight-attack-beyonce-met-gala

domingo, 27 de abril de 2014

Entre marido e mulher, mete-se a colher.

No dia 17 de Abril, Manuel Baltazar matou a sogra e a cunhada. Não matou a sua própria filha e a ex-mulher por pura sorte. A morte destas mulheres era anunciada. Manuel Baltazar nunca aceitou o divórcio da ex-mulher que enquanto foi sua esposa mais não era mais que um saco de pancada. Toda a gente sabia na terra e nas terras vizinhas que Manuel iria matar a ex-mulher. Os vizinhos pediam-lhe calma, a polícia colocou-lhe uma pulseira electrónica. A calma deu em mortes, a pulseira não serviu de nada. Em Portugal, a vida de uma mulher vale pouco e a violência doméstica ainda é assunto só entre “ eles”. Eles que se entendam, diz o “povo”. E enquanto a violência doméstica for entre “eles” e os Manueis  Baltazares forem apenas “ aconselhados” a ter calma, o número de vítimas não vai parar de aumentar. 
Isto tudo porque ainda não metemos na cabeça que a violência doméstica é crime público e por isso " entre marido e mulher, mete-se a colher".

terça-feira, 22 de abril de 2014

O português americano-parvo-ignorante: Henrique Raposo

Durante anos gozei com os americanos. Que eram um povinho ignorante, que teimavam em não admitir que o homem é o responsável pelas alterações climáticas. Tanto gozei, tanto provoquei os deuses, que em pleno século XXI  existe um português da espécie de americano-parvo-ignorante que escreve diariamente num jornal , outrora reputado, o Expresso. Esse americano-parvo-ignorante escreveu a 22 de Abril de 2014 que a culpa do aquecimento global é dos vulcões. Está tudo dito. A parvoíce não termina com um curso superior. Neste caso até se agravou.
Pobres de nós portugueses. Já não bastava a crise política, agora temos uma revanche de parvoíce publicada em jornal.

"Um pedante é um estúpido adulterado pelo estudo."
Miguel Unamuno

segunda-feira, 21 de abril de 2014

It's a cruel, cruel summer....


"Dolores Aveiro vai lançar uma biografia. A mãe de Cristiano Ronaldo, de 59 anos, aceitou o desafio de Paulo Sousa e Costa para partilhar os momentos mais marcantes pelos quais já passou. "O objetivo deste livro é homenagear uma mulher que é uma mãe extraordinária, que passou por muito para dar educação e comida aos filhos. É uma inspiração para muitas pessoas", revela o companheiro de Carla Matadinho, acrescentando: "Fiquei impressionado com o caráter dela. É forte e não esquece as origens". A obra será lançada no verão."


http://www.vidas.xl.pt/noticias/nacionais/detalhe/mae_de_ronaldo_partilha_historia_de_vida_em_livro.html

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Feliz Páscoa....

Não sou católica, nem judia, nem muçulmana. Mas sou crente na bondade humana e na construção de um Mundo mais bonito. E é com tantas raças, amores, opções e ideologias que se constrói o arco-íris que é a vida.

Boa Páscoa a todos.


terça-feira, 8 de abril de 2014

Mães, amigas e cúmplices: uma desgraça iminente!

Tenho-me vindo a aperceber, de dia para dia, como as relações entre mães e filhas são disfuncionais. Cada relação entre mãe e filha é uma relação única e independente, mas existem mães que fazem das filhas as suas confidentes e filhas que fazem das mães a sua melhor amiga. Talvez eu esteja a ser demasiado rígida nisto, mas as mães que se intrometem na vida das filhas são pequenas ditadoras que não conseguem largar o poder quando a cria quer voar. Mães que se metem no casamento, na arrumação da casa, que ditam regras sobre onde se pode ir ou não ir, com quem estar e até tomam as dores das filhas e intervêm, são sempre o gatilho da desgraça. Porque são o terceiro elemento do casamento, das amizades, dos empregos. E as filhas que lhes continuam a obedecer (quantas conheço que até prestam contas da casa à mãe, apesar da mãe não colocar um cêntimo na gestão familiar) serão mais tarde ditadoras à espera da sua oportunidade. Mãe é mãe porque deve estar lá quando requisitada. Mas mãe é também saber dizer que não quer saber sobre isso e que não pode ajudar a tomar uma decisão conjugal. E ser filha também é difícil porque implica saber quebrar regras, dizer não, não prestar contas.
Das relações confidentes entre mãe e filha saem quase sempre regras permanentes. Quando ouço dizer que “ a minha mãe é a minha melhor amiga” até tremo. Porque amiga é uma coisa, mãe é outra. Claro que conto coisas à minha mãe sobre a minha vida. Mas outras só conto às minha amigas. Não me sentiria muito à vontade para contar “ ontem apanhei uma bebedeira enorme. Nem para referir aspectos mais íntimos. E, para ser franca, também não os quero ouvir!

Criar gente independente é difícil. Gente que cresce, que erra e que não dá satisfações deve ser difícil para uma mãe. Mas o princípio do amor é deixar voar, independentemente da direcção. Isso é ser mãe. E quebrar barreiras e dizer não também é difícil. Isso é ser filha. Tudo o mais é apenas uma enorme confusão…


“Ser mãe não é uma profissão; não é nem mesmo um dever: é apenas um direito entre tantos outros."


Oriana Fallaci.