segunda-feira, 21 de abril de 2014

It's a cruel, cruel summer....


"Dolores Aveiro vai lançar uma biografia. A mãe de Cristiano Ronaldo, de 59 anos, aceitou o desafio de Paulo Sousa e Costa para partilhar os momentos mais marcantes pelos quais já passou. "O objetivo deste livro é homenagear uma mulher que é uma mãe extraordinária, que passou por muito para dar educação e comida aos filhos. É uma inspiração para muitas pessoas", revela o companheiro de Carla Matadinho, acrescentando: "Fiquei impressionado com o caráter dela. É forte e não esquece as origens". A obra será lançada no verão."


http://www.vidas.xl.pt/noticias/nacionais/detalhe/mae_de_ronaldo_partilha_historia_de_vida_em_livro.html

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Feliz Páscoa....

Não sou católica, nem judia, nem muçulmana. Mas sou crente na bondade humana e na construção de um Mundo mais bonito. E é com tantas raças, amores, opções e ideologias que se constrói o arco-íris que é a vida.

Boa Páscoa a todos.


terça-feira, 8 de abril de 2014

Mães, amigas e cúmplices: uma desgraça iminente!

Tenho-me vindo a aperceber, de dia para dia, como as relações entre mães e filhas são disfuncionais. Cada relação entre mãe e filha é uma relação única e independente, mas existem mães que fazem das filhas as suas confidentes e filhas que fazem das mães a sua melhor amiga. Talvez eu esteja a ser demasiado rígida nisto, mas as mães que se intrometem na vida das filhas são pequenas ditadoras que não conseguem largar o poder quando a cria quer voar. Mães que se metem no casamento, na arrumação da casa, que ditam regras sobre onde se pode ir ou não ir, com quem estar e até tomam as dores das filhas e intervêm, são sempre o gatilho da desgraça. Porque são o terceiro elemento do casamento, das amizades, dos empregos. E as filhas que lhes continuam a obedecer (quantas conheço que até prestam contas da casa à mãe, apesar da mãe não colocar um cêntimo na gestão familiar) serão mais tarde ditadoras à espera da sua oportunidade. Mãe é mãe porque deve estar lá quando requisitada. Mas mãe é também saber dizer que não quer saber sobre isso e que não pode ajudar a tomar uma decisão conjugal. E ser filha também é difícil porque implica saber quebrar regras, dizer não, não prestar contas.
Das relações confidentes entre mãe e filha saem quase sempre regras permanentes. Quando ouço dizer que “ a minha mãe é a minha melhor amiga” até tremo. Porque amiga é uma coisa, mãe é outra. Claro que conto coisas à minha mãe sobre a minha vida. Mas outras só conto às minha amigas. Não me sentiria muito à vontade para contar “ ontem apanhei uma bebedeira enorme. Nem para referir aspectos mais íntimos. E, para ser franca, também não os quero ouvir!

Criar gente independente é difícil. Gente que cresce, que erra e que não dá satisfações deve ser difícil para uma mãe. Mas o princípio do amor é deixar voar, independentemente da direcção. Isso é ser mãe. E quebrar barreiras e dizer não também é difícil. Isso é ser filha. Tudo o mais é apenas uma enorme confusão…


“Ser mãe não é uma profissão; não é nem mesmo um dever: é apenas um direito entre tantos outros."


Oriana Fallaci.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Por favor, não se abstenha. Vote!

Todos sabemos que a história tem uma grande tendência a repetir-se, mas a verdade é que ninguém esperava que o partido da extrema-direita de Marine Le Pen conquistasse 10 câmaras municipais em França. Podemos conjecturar sobre as razões desta vitória na França. Podem-se apontar razões como o racismo e xenofobia contra os muçulmanos (os Arabs, como lhes chamam os franceses à boca pequena), a crise e a insatisfação social que cresce por toda a França e por toda a Europa. Podemos também reflectir sobre o discurso populista e anti-imigração que leva, curiosamente, a que a comunidade portuguesa vote em Marine le Pen, porque os portugueses não são Arabs e a culpa é dos Arabs. Podemos perceber e debater todas as causas sociais e económicas que levaram a esta vitória. Mas a verdade é que Marine Le Pen só ganhou porque 38% da população se absteve. E este voto de protesto, de desconfiança no sistema político, beneficiou um partido que pouco respeita quer a democracia quer o próprio sistema político.
Dia 25 são as eleições europeias em Portugal. Eu sei que já estamos fartos de políticos, de promessas não cumpridas, de “eles” serem todos iguais. Mas a verdade é que se não votar está a dizer que não se importa que eles sejam todos iguais. E que não se importa que este país e a Europa regresse à idade dos medos, da xenofobia, da culpa dos outros.

Por isso vote. Não se abstenha. Vote em quem quiser, mas vote. Porque senão novas Marine le Pen surgirão em toda a Europa porque nós nos abstivemos. E isso é que não pode ser.

Um boletim de voto tem mais força que um tiro de espingarda.
 Abraham Lincoln


quarta-feira, 26 de março de 2014

Se ela tivesse a minha vida, não fazia isso....

Já aconteceu a qualquer um de nós: num momento de felicidade alguém diz qualquer coisa para nos deitar abaixo. É tão certinho como chover no Inverno e ter dias de sol no Verão. A felicidade alheia é das coisas mais difíceis de suportar, tão difícil que tem de ser exterminada como uma barata numa casa limpa. Mas ninguém sofre mais com a crítica social, muitas vezes envolvida numa piada infeliz ou num comentário despropositado, como as pessoas activas e bem bem-sucedidas.
Tenho uma grande amiga, daquelas pertinho do coração, que trabalha muito e bem e, mesmo assim, sai muito à noite, vai muito ao cinema, ao teatro e, sacrilégios dos sacrilégios, ainda viaja sozinha. Recentemente envolveu-se numa associação e ainda ajuda os outros. Ora bem, estávamos no outro dia a comentar como é que ela consegue, tem tanta energia e tal, e uma de nós diz:" ah é porque não tem filhos. Se tivesse, como eu, não tinha tempo para isso". Curiosamente esta é mesma rapariga que disse que esta minha amiga só fazia o que fazia porque ainda não tinha namorado. E antes disso porque ainda não tinha emprego. Ora agora que tem namorado e emprego, a culpa é dos filhos. Mas quando tiver filhos e continuar a fazer tudo o que faz, a culpa será de quem?
A mesquinhez que nos ocupa a vida não nos permite admirar a vida dos outros. Se eu não faço muitas coisas a mim o devo. Ou porque não quero, ou porque estou cansada, ou porque chove ou porque faz sol, mas só a mim me devo culpar. E irrita-me profundamente quem despreza a vida dos outros só porque não tem tanta capacidade ou vontade de ter a mesma vida. A inveja faz mal a nós e aos outros. Mas não haja dúvida que as pessoas mais activas sofrem mais de inveja  do que todas as outras.
E é pena.

O termómetro do sucesso é apenas a inveja dos descontentes.

Salvador Dalí

domingo, 23 de março de 2014

O melhor contraceptivo de sempre.....

Pais e filhos parem de se preocupar com a gravidez adolescente, com a gravidez adulta, aliás com a gravidez sequer. O nosso governo resolveu o problema. Como ? Decretou que 20 anos de austeridade nos esperam. Sim, leram bem. 20 anos de austeridade nos esperam. Por isso adolescentes de 15 anos, se engravidarem vão continuar sem mesada e sem perspectivas até aos 35. Com o plus de vocês terem filhos tão novos quanto vocês, mas com menos perspectivas ainda. 20 anos. Bem se isto não vos abranda as hormonas, nada o fará. As minhas que já estavam paradas, estagnaram. Pelo menos mais 20 anos…


Just love Passos Coelho & Friends….

segunda-feira, 17 de março de 2014

Quem é você?

É um tema  constante neste blogue mas a verdade é que não consigo ter uma resposta simples para a pergunta “então quem é e o que faz?”. Nunca sei o que responder. O meu nome ainda sei, o que faço também mas definir-me desta maneira e sempre da mesma maneira parece-me tão redutor e limitado. Um dia gostava que alguém me perguntasse apenas ” quem é você?”. E aí eu poderia responder que sou tantas coisas quanto a minha imaginação. E que sou menos do que uma vida permite de tão curta que é. E que nesta vida cabem tantos gostos diferentes quanto gelados e relatórios de política. E que não gosto nada de gente racista nem que influenciem para coisas que não quero. E que quero mudar o Mundo, não o meu Mundo mas o Mundo mesmo. E que no meio disto tudo as pessoas que valem a pena continuem a aparecer na minha vida. Você é uma delas?

Quem é você?


É que "quem sou eu?" provoca necessidade. É como satisfazer a necessidade? Quem se indaga é incompleto.

Clarisse Lispector.