terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O Livro, O livro, O Livro.





Bom dia! Para quem que me escreve que não consegue comprar o livro porque já não está disponível nas livrarias, enviem-me um email para filipemarisa@hotmail.com.Existem ainda alguns exemplares na editora que vos serão enviados directamente. 
O livro reúne alguns dos melhores textos deste blogue e outros inéditos. Está a venda em livrarias por 11 euros e, através da editora por 9,99 com portes de envio incluídos para qualquer ponto do país.

Muitos beijinhos
Marisa



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Estes cãezinhos precisam de amor!

Bom dia  minha gente. A minha querida amiga Ângela precisa de encontrar uma casinha para os seus lindos cãezinhos.. Procuram-se donos/as que gostem de animais e tenham muito amor para partilhar. Você é um deles? Então envie um email para angelaroussado@gmail.com




São ou não são uma fofura? Vá lá, adopte uma destas crias que precisam de um lar.
Bjs


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Crivelli, ou crónica de uma pequena corrupção entre amigos...

Crivelli é um autor italiano do século XV, que não se enquadra nem na pintura gótica nem na pintura renascentista, sendo um pintor de transição. Os pintores de transição reflectem o mundo em mudança e isso agrada-me. O Museu do Vaticano tem na colecção quadros de Crivelli e a National Gallery de Londres também. Portugal tinha um Crivelli, que em 1968 foi restaurado com o apoio do Estado, dado que o quadro pertencia a uma família. Isto é muito comum. Imaginem que têm um quadro em casa, ou uma outra qualquer peça de muito valor. O Estado não lhes pode retirar a peça, mas pode defender que a peça tem um tal valor simbólico-histórico -artístico, que não pode sair de Portugal. Em 2007, o tipo da TVI, Miguel Pais do Amaral, alguém que não se sabe bem o que faz e tal, compra o quadro e  vende-o em 2001 para França, apesar de ter um parecer negativo da Direcção Geral do Património Cultural sobre a sua venda, proibindo o quadro de sair do território nacional. A decisão final sobre a venda ou não do quadro deveria ser do Ministro da Cultura, que Portugal não tem. Então, a decisão final da venda do quadro foi tomada pelo Secretário de Estado da Cultura, um escritor de nome Francisco José Viegas, que deixa o quadro sair do país apesar dos pareceres contrários da Direcção Geral do Património Cultural e de todos os técnicos envolvidos no caso. Ninguém percebe como isto aconteceu. O antigo secretário de Estado, o tal Viegas, responde desta foram elegante: "Escuso-me de comentar a hipótese de ter €2,9 milhões disponíveis (anos antes, o Estado português não tinha disponibilizado €50,000 para ficar com a arca de Fernando Pessoa que, aliás, é exposta sempre que o proprietário é solicitado). Confesso, também, que gostaria de pedir o NIB de algumas das pessoas que — com a habitual arrogância — ontem tinham redescoberto Crivelli, a fim de custear as obras de restauro dos carrilhões de Mafra (€2M), da torre da Sé de Lisboa, do Convento de Cristo, de S. Bento de Castris, do Forte da Graça, etc. Dinheiro há sempre, suponho."

Bem dinheiro há sempre para BPNS, há sempre para pagar dívidas bancárias, mas não há para comprar o quadro de vez. Mas a questão nem é essa: o Estado não tinha qualquer necessidade de comprar o quadro, apenas teria de NÃO o deixar sair do país. Esta é a questão. Muitos coleccionadores particulares emprestam arte , quadros ou outros objectos para exposições permanentes ou temporárias. Não há qualquer problema. O problema é que as obras de arte não estão todas inventariadas como deveriam estar, porque não há dinheiro para contratar equipas que façam um levantamento das obras de arte que existam nestes pais. E sobretudo, neste caso, não deixar que Miguel Pais do Amaral vendesse a obra para o estrangeiro. Das duas uma: ou ficava com o quadro na sua colecção ou tentava vender  o quadro em Portugal, com prejuízo para o próprio e não para o país. Infelizmente  não temos  Ministro da Cultura  nem secretários da Cultura, mas sim gente  com ideologias perigosas. Este quadro não deveria ter sido vendido para o estrangeiro e nem era preciso que o Estado o comprasse. Bastava que a lei se tivesse cumprido, porque era uma obra protegida pelo Estado Português. Viegas afirma que a lei da protecção não se aplicava a Crivelli porque tinha sido levantada. Está bem. E por quem? Bem, aí   a censura voltou porque o processo sobre esta venda não pode ser consultado.  É estranha, opaca e sobretudo triste toda esta história. Perdeu-se mais uma vez património e ninguém sabe nem porquê, nem como, nem quando.Apenas mais um pequeno negócio entre amigos, mais um pequeno crime para o país. Business as usual…

A corrupção é um crime sem rosto.
Joel Birman

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Urgentemente!

É por isto que eu gosto de poetas. Porque conseguem em poucas estrofes colocar os nossos mil pensamentos da alma. Em 2014 é Urgente:


É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.

Eugénio de Andrade.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Vocês. Feliz 2014

Escrevo-vos às três da manhã do último dia de 2013, numa das minhas noites de insónias. Já revi o ano de 2013 da frente para trás e de trás para a frente. Já ponderei, analisei, fiz aquelas listas de desejos e todas essas coisas estúpidas. E depois deu-me uma vontade enorme de vir ao blogue porque o melhor de 2013 também foram vocês. Sim, vocês, aqueles que eu conheço e aqueles que não conheço. Quando me sinto sozinha, e às vezes isso acontece, venho para aqui escrever porque sei que alguém do outro lado me vai ler, desde que saiba ler português está claro. Gostava de escrever em inglês para chegar a mais pessoas, da mesma forma que gostava de escrever hindi. Mas não sendo possível, vamos ser só nós, durante algum tempo. Vocês foram o melhor do meu mundo em 2013 e, verdade seja dita, alguns dos piores comentários de 2013 também vieram daqui. Não posso ajudar ninguém realmente nem posso mudar o Mundo, o que não me impede de tentar. Mas posso escrever e saber que alguém vai  perceber o que eu escrevo  ou odiar cada palavra. Não faz mal. Também vou  a outros blogues fazer o mesmo: partilhar textos e desprezar textos. Estranho, se me dissessem em 2002 que ia ter um blogue e até gostar de escrever, diria que estavam doidos, que não me conheciam. Afinal, e esta é a verdade, nós nunca sabemos o que esperar de nós próprios quanto mais dos outros, do Mundo. E não vou estar aqui com discurso de miss a dizer que tudo isto vai melhorar porque não vai ou que no ano seguinte nos vai trazer 365 oportunidades, porque poderá não trazer. Mas estamos vivos e na maioria das vezes estamos on-line e isso basta-me.
Obrigado por me lerem, obrigado por estarem aí. Juntos, não estamos sozinhos.
Um Feliz 2014!

Marisa 

domingo, 29 de dezembro de 2013

Os melhores filmes de 2013, by Cineuphoria

Isto é serviço público gratuito e a primeira colaboração deste blogue. Perguntei ao meu amigo Paulo Peralta quais os melhores filmes de 2013. E de uma pergunta simples, revela-se o trabalho de um profissional. Se querem saber as novidades cinéfilas, têm mesmo de seguir este blogue http://cineuphoria09.blogspot.pt/, que muitos já conhecem com certeza. E  para o Paulo, os melhores filmes de 2013  são ( apresentado com os comentários do próprio):
1- Tal pai, tal filho.
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/327455_tal-pai-tal-filho
2-O passado.
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/327453_o-passado
3- Temporário 12 ( este é mesmo obrigatório)
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/327459_temporario-12
4- A vida secreta de walter mitty
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/327458_a-vida-secreta-de-walter-mitty
5- A propósito de llewyn davis ( Simplesmente um dos melhores filmes do ano)
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/327066_a-proposito-de-llewyn-davis
6- Capitão Philips (  Hanks como já não se via há MUITOOOOOOOOOOOOOOOO tempo)
http://cinecartaz.publico.pt/Film:e/325376_capitao-phillips
7-  Gravidade (Para quem tinha alguma dúvida de que a Sandra Bullock é uma excelente actriz)
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/325304_gravidade
8- A vida de adele capítulos 1e 2 (Apesar de excessivamente gráfico)
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/326709_a-vida-de-adele-capitulos-1-e-2
9- O desconhecido do lago (Apesar de excessivamente gráfico - parte 2)
http://www.imdb.com/title/tt2852458/?ref_=nv_sr_1
10- 12 anos escravo (Não estreia este ano mas sim já no próximo dia 2... e é assumidamente um dos melhores filmes de 2014)
http://www.imdb.com/title/tt2024544/?ref_=rvi_tt


Obrigado Paulo. E vocês, concordam com esta lista?

O cinema é o modo divino de contar a vida.
Fellini , Federico

sábado, 28 de dezembro de 2013

Mulheres que não choram

Lembro-me perfeitamente. Estava a dar um filme romântico, mas daqueles maus, em que a história é uma pastelada e a música perfeita para suicídio assistido,  e eu gozei com a história, com a música, com os planos curtos e longos, com o blarghh que o filme era. E o rapazito da altura disse-me " tu não choras nos filmes, não és como as outras mulheres". Parei. Não pela ofensa de não chorar, não pela ofensa de não ser como as outras mulheres, mas pela presunção de que não tenho sensibilidade porque não choro nos filmes. Meus queridos leitores, vocês sabem que eu não digo nem escrevo palavrões, mas apetece-me até hoje mandar a" menina "a passear num sítio feio e cheio de maus cheiros corporais. Ou obrigá-lo a ver o Titanic, O Nosso Amor de Ontem e um musical da Bárbara Streisand a ver se as lágrimas de emoção saltam. Não? Pois a mim também não!
Não, eu não choro por banalidades. Choro quando as coisas são graves: quando perco alguém de quem gosto, quando dizem mal dos meus amigos, quando me maltratam. Mas em privado, sem tretas. E não uso o choro para conseguir coisas, como muitas colegas usam para se safarem ao trabalho ou causarem pena e atenção redobrada. Não, não uso o choro para nada disso e reprovo mulheres que fazem papelão de vítima para conseguirem coisas .Deixam mal todas as outras mulheres que usam métodos honestos para estar no trabalho, na vida, no cinema.
E, sobretudo, em pleno século XXI,  avaliarmos a sensibilidade feminina pelo choro e a macheza de homem pelo não uso de lágrimas, é a mesma coisa que usar galochas em plena praia de Copacana. 
Mulheres que não choram: unamo-nos contra a parvoíce vigente de que  as mulheres  são todas umas pétalas que choram com casais apaixonados ou separações lacrimoniosas que passam no pequeno ou grande ecrã. Use-se as lágrimas para onde elas são precisas: dores e desilusões. Ah, e isso de chorarem no casamento por emoção da ver a amiga casar é treta e vocês sabem: são apenas ciúmes remoídos por não ser o vosso dia.  

Lágrimas não são argumentos.
Assis, Machado.