segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Vocês. Feliz 2014

Escrevo-vos às três da manhã do último dia de 2013, numa das minhas noites de insónias. Já revi o ano de 2013 da frente para trás e de trás para a frente. Já ponderei, analisei, fiz aquelas listas de desejos e todas essas coisas estúpidas. E depois deu-me uma vontade enorme de vir ao blogue porque o melhor de 2013 também foram vocês. Sim, vocês, aqueles que eu conheço e aqueles que não conheço. Quando me sinto sozinha, e às vezes isso acontece, venho para aqui escrever porque sei que alguém do outro lado me vai ler, desde que saiba ler português está claro. Gostava de escrever em inglês para chegar a mais pessoas, da mesma forma que gostava de escrever hindi. Mas não sendo possível, vamos ser só nós, durante algum tempo. Vocês foram o melhor do meu mundo em 2013 e, verdade seja dita, alguns dos piores comentários de 2013 também vieram daqui. Não posso ajudar ninguém realmente nem posso mudar o Mundo, o que não me impede de tentar. Mas posso escrever e saber que alguém vai  perceber o que eu escrevo  ou odiar cada palavra. Não faz mal. Também vou  a outros blogues fazer o mesmo: partilhar textos e desprezar textos. Estranho, se me dissessem em 2002 que ia ter um blogue e até gostar de escrever, diria que estavam doidos, que não me conheciam. Afinal, e esta é a verdade, nós nunca sabemos o que esperar de nós próprios quanto mais dos outros, do Mundo. E não vou estar aqui com discurso de miss a dizer que tudo isto vai melhorar porque não vai ou que no ano seguinte nos vai trazer 365 oportunidades, porque poderá não trazer. Mas estamos vivos e na maioria das vezes estamos on-line e isso basta-me.
Obrigado por me lerem, obrigado por estarem aí. Juntos, não estamos sozinhos.
Um Feliz 2014!

Marisa 

domingo, 29 de dezembro de 2013

Os melhores filmes de 2013, by Cineuphoria

Isto é serviço público gratuito e a primeira colaboração deste blogue. Perguntei ao meu amigo Paulo Peralta quais os melhores filmes de 2013. E de uma pergunta simples, revela-se o trabalho de um profissional. Se querem saber as novidades cinéfilas, têm mesmo de seguir este blogue http://cineuphoria09.blogspot.pt/, que muitos já conhecem com certeza. E  para o Paulo, os melhores filmes de 2013  são ( apresentado com os comentários do próprio):
1- Tal pai, tal filho.
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/327455_tal-pai-tal-filho
2-O passado.
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/327453_o-passado
3- Temporário 12 ( este é mesmo obrigatório)
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/327459_temporario-12
4- A vida secreta de walter mitty
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/327458_a-vida-secreta-de-walter-mitty
5- A propósito de llewyn davis ( Simplesmente um dos melhores filmes do ano)
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/327066_a-proposito-de-llewyn-davis
6- Capitão Philips (  Hanks como já não se via há MUITOOOOOOOOOOOOOOOO tempo)
http://cinecartaz.publico.pt/Film:e/325376_capitao-phillips
7-  Gravidade (Para quem tinha alguma dúvida de que a Sandra Bullock é uma excelente actriz)
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/325304_gravidade
8- A vida de adele capítulos 1e 2 (Apesar de excessivamente gráfico)
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/326709_a-vida-de-adele-capitulos-1-e-2
9- O desconhecido do lago (Apesar de excessivamente gráfico - parte 2)
http://www.imdb.com/title/tt2852458/?ref_=nv_sr_1
10- 12 anos escravo (Não estreia este ano mas sim já no próximo dia 2... e é assumidamente um dos melhores filmes de 2014)
http://www.imdb.com/title/tt2024544/?ref_=rvi_tt


Obrigado Paulo. E vocês, concordam com esta lista?

O cinema é o modo divino de contar a vida.
Fellini , Federico

sábado, 28 de dezembro de 2013

Mulheres que não choram

Lembro-me perfeitamente. Estava a dar um filme romântico, mas daqueles maus, em que a história é uma pastelada e a música perfeita para suicídio assistido,  e eu gozei com a história, com a música, com os planos curtos e longos, com o blarghh que o filme era. E o rapazito da altura disse-me " tu não choras nos filmes, não és como as outras mulheres". Parei. Não pela ofensa de não chorar, não pela ofensa de não ser como as outras mulheres, mas pela presunção de que não tenho sensibilidade porque não choro nos filmes. Meus queridos leitores, vocês sabem que eu não digo nem escrevo palavrões, mas apetece-me até hoje mandar a" menina "a passear num sítio feio e cheio de maus cheiros corporais. Ou obrigá-lo a ver o Titanic, O Nosso Amor de Ontem e um musical da Bárbara Streisand a ver se as lágrimas de emoção saltam. Não? Pois a mim também não!
Não, eu não choro por banalidades. Choro quando as coisas são graves: quando perco alguém de quem gosto, quando dizem mal dos meus amigos, quando me maltratam. Mas em privado, sem tretas. E não uso o choro para conseguir coisas, como muitas colegas usam para se safarem ao trabalho ou causarem pena e atenção redobrada. Não, não uso o choro para nada disso e reprovo mulheres que fazem papelão de vítima para conseguirem coisas .Deixam mal todas as outras mulheres que usam métodos honestos para estar no trabalho, na vida, no cinema.
E, sobretudo, em pleno século XXI,  avaliarmos a sensibilidade feminina pelo choro e a macheza de homem pelo não uso de lágrimas, é a mesma coisa que usar galochas em plena praia de Copacana. 
Mulheres que não choram: unamo-nos contra a parvoíce vigente de que  as mulheres  são todas umas pétalas que choram com casais apaixonados ou separações lacrimoniosas que passam no pequeno ou grande ecrã. Use-se as lágrimas para onde elas são precisas: dores e desilusões. Ah, e isso de chorarem no casamento por emoção da ver a amiga casar é treta e vocês sabem: são apenas ciúmes remoídos por não ser o vosso dia.  

Lágrimas não são argumentos.
Assis, Machado.


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

2013, que raio de ano.

2013. Que raio de ano. Não sei se devo dizer bem ou mal deste ano, porque teve muita coisa boa mas também muita coisa má. Foi o ano em que terminei o mestrado, o ano que lancei o livro das crónicas deste blogue e o ano em que o meu pai foi operado , assim de repente. E foi o ano em que morreram familiares próximos e que amigos sofreram perdas muito dificeis. 2013 não foi um ano aborrecido, isso não foi. E se trouxe tantas coisas boas como más, as coisas boas  que trouxe foram em grande e as más em expoente máximo.Mas, e porque há sempre um mas, se eu refletir muito bem, o meu ano só pode ter uma frase, que não é minha mas da minha amiga Sara C. " este ano mostrou como a vida é frágil, tão frágil como uma ventania leve que apaga a vela". E se este ano me mostrou uma coisa, é esta e apenas esta: que nada tenho que me queixar.Porque enquanto estes três estiverem por cá,na minha companhia, está e estará tudo bem.

Da esq para a direita a minha irmã, o meu pai, a minha mãe e eu(de casaco branco).


Um grande beijinho e abraço para aqueles para quem este Natal é mais triste.

E para todos nós, um Feliz Natal!

domingo, 22 de dezembro de 2013

O trauma da emigração


De 1955 até ao 25 de Abril, saíram de Portugal cerca de 92000 mil pessoas por ano. Em 2013 emigraram 120 mil portugueses, um número assustador. Os portugueses saem porque não há trabalho e porque é impossível abrir uma empresa em Portugal: os impostos são altíssimos, as burocracias indecifráveis e qualquer empreendedor tem contar com salários, segurança social, IRC, seguros de trabalho, médicos do trabalho, mais as despesas do dia-a-dia. Se uma máquina avaria, os preços baixos praticados para concorrer com a China tornam impossível manter  as empresas abertas.E não se cria qualquer legislação onde  se proíbaa importação de artigos produzidos por escravos do capitalismo sem direitos civis. É o mercado livre dizem os capitalistas, é o comunismo amigo dizem os comunistas. E por isso  as empresas obrigadas, e bem, a cumprir direitos  mas sem protecção contra os produtos baratos, feitos por gente sem direitos, declaram falência e emigram juntos patrões e empregados, lado a lado. Os bancos não emprestam e requerem de volta rapidamente o dinheiro emprestado e juros abusivos. Entregam-se fábricas e escritórios que ficam ao abandono, sem produzir e sem criar valor. Os bancos não os conseguem vender e interrogo-me porquê estas expropriações que não levam a nada. O governo não contrata e não abre empregos, mas deixa que os Recibos Verdes se propagem e deixa que  empresas menos sérias ofereçam empregos sem remuneração, baseados nos objectivos. Se vender recebem, se não venderem azar para eles, não para as empresas.  Ou então fazem estágios profissionais em empresas viciadas em estágios profissionais. Os mais novos, aqueles que os mais velhos acusam de ter tudo e não se sujeitar a nada, emigram na procura de uma vida que não é melhor porque não há qualquer comparação: aqui não há vida, naqueles países para onde se vai ainda há. E neste país que não consegue empregar nem tratar bem os empregadores nem os empregados, emigramos todos porque não podemos ficar. Não há ninguém que regule e saiba governar este país? Não. Sobem-se impostos, destroem-se ainda mais empresas, cria-se mais desemprego. E a Alemanha vende BMW para a China e electrodomésticos caros para os países emergentes. E Portugal derruba as últimas indústrias e os últimos estaleiros. E nós pagamos dívidas dos bancos não contraídas por nós, mas com aquele sentimento de culpa "que vivemos acima das nossas oportunidades “porque os nossos avós eram analfabetos e nós temos estudos e casa e carro e viagens. Uma verdadeira provocação às famílias de bem que não aguentam que  outros tenham  o que  eles sempre tiveram sempre. Direitos naturais, ouvi dizer, ou primos em Bancos e dinheiro mal vigiado. E a imprensa faz-nos sentir culpados ou miseráveis e defendemos que temos todos de pagar a crise, trabalhando mais em empregos que não existem ou emigrando. 120 mil saíram. O que é preciso para que estas políticas de austeridade  saiam de vez do nosso horizonte? 

Quando a culpa é de todos, a culpa não é de ninguém.
Concepción Arenal.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O dia em que descobri que não queria ser Santa...

Tinha sete anos e fui com os meus avós a Fátima. O meu avó era ateu mas negociava mármores e tinha ido a Fátima comprar Creme de Mós, em blocos. Findo o negócio fomos os três, o meu avô, a minha avó e eu, até ao Santuário de Fátima. Em 1987 só existia a pequena igreja  onde estavam enterrados os dois pastorinhos, Jacinta e Francisco.Jacinta morreu com sete anos, idade que eu tinha na altura. Perguntei à minha avó porque é que os meninos tinham morrido. A minha avó, tentando ser o mais pedagógica possivel, explicou-me que tinham falecido porque Deus os queria junto de si, porque eram muito bons meninos. E então pensei, na minha ingenuidade sempre certeira " é melhor começar a portar-me mal".

As meninas boas vão para o céu, as más para todo o lado.
Mae West


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Da Sónia

Recebido hoje:

"E porque cada um tem o seu mundo, hoje recebi a minha carteira Beautiful World personalizada. É gira, não é? Não se deixem enganar pelo ar certinho da menina e entrem neste blog, vão adorar, garanto-vos. http://marisasbworld.blogspot.pt/"

Obrigado pelo miminho minha linda Sónia!
Beijinhos
Marisa