Esta foto foi tirada ontem na BOOK IT de
Campo de Ourique(rua Ferreira Borges), durante a sessão de autógrafos do meu
livro Marisa's Beautiful World, que reúne as melhores crónicas deste blogue e
alguns inéditos. Como sabem, os novos autores têm muita dificuldade em arranjar
espaço na prateleira. Se repararem cada vez que vamos a uma livraria temos
acesso só aos consagrados ou aos autores mais populares. E é óbvio que, quando
vamos comprar um presente, levamos um dos livros que estão disponíveis. Esta
semana, o meu livro vai ter espaço de prateleira na BOOK IT de Campo de
Ourique, estando disponível para qualquer pessoa que deseje e por um óptimo
preço:9,90 euros. Passem por lá para visitar o livro. Beijinhos.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
O Diabo veste PRADA, eu leio PRADA.
Escrevi uma história sobre a PRADA e a PRADA gostou. Gostou de que defendesse que é uma indústria que
emprega milhões de pessoas e que o bom gosto é essencial para qualquer pessoa.
Antes que me apontem os defeitos da moda, também sei que no Bangladesh existe
exploração de crianças e mulheres, situação que devemos todos lutar contra. Eu
gosto de moda, gosto que paguem salário dignos, gosto que nos façam mais
bonitas/os. Logo, gosto de roupa, acessórios, sapatos, brincos, you name it and I
Love it. Como não sou uma blogger de moda, mas que também
fala de moda, recebo o Lookbook of Prada, onde numa edição de luxo se conta a
história da PRADA. Eu confesso que estou muito feliz. E só mesmo para fazer
inveja, coloco aqui as fotos. Se para o ano receber um vestido PRADA, ninguém
me atura.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Portugal Agora
Estive durante esta tarde, acompanhada pelo "colega" cá de casa, a assistir ao evento Portugal Agora. Quando o Fernando Alvim lançou a pergunta “ alguém tem mais ideias que queira partilhar”,
não me ocorreu absolutamente nada. Nada. E no caminho, a debater as ideias ouvidas
(os emails enviados ao vivo para os políticos; a questão do mérito, etc…)
ocorreu-me finalmente uma ideia, mas devo contextualizar. Em 2009 fui em
trabalho à Finlândia, país que veneremos porque é civilizado e do Norte. Nos
sete dias que lá estive passou-me pela cabeça sobretudo o suicídio ou tornar-me
alcoólica permanente. Até quando estavam bêbedos os finlandeses atravessavam
nas passadeiras, não existia ruido, tudo funcionava, mas o tempo e a falta de
criatividade mataram-me. Ora, o dia mais feliz foi o dia de ir embora, até que
chego ao aeroporto e descubro que me enganei e enganei a minha irmã, e o nosso
voo tinha sido na noite anterior. E o que é que fiz? Desatei a chorar ao balcão
da companhia aérea, implorei para sair da Finlândia. Bem, deve ter sido tanta
emoção para a senhora que nos deixou embarcar do género “ sai daqui, essas
emoções não se enquadram nas regras”. Um português, bem-disposto e que gostou
de assistir a tudo aquilo e que ia à Finlândia frequentemente, foi ter connosco
e disse:” Portugal é fabuloso. Tem gente bonita, tem bons solos, tem tudo. O
que é triste é que nos podemos ter tudo o que os Finlandeses têm ( educação,
emprego, etc) mas eles nunca poderão ter o que nós temos”. Caí em mim hoje! Caramba, a pergunta é mesmo
essa: porque é que nós não temos o que os finlandeses têm?
Bem, as respostas podem ser longas mas o que o que aqueles
tipos têm é: regras e simplicidade. Aqui é para as bicicletas, aqui para os
carros, aqui para as pessoas. The end.
Ora Portugal precisa de apenas ser simples e regrado, mas não demais, só em
alguns coisas básicas e uteis. Por exemplo, para a simplicidade, todos os contractos devem
ser tão simples de entender, que até uma criança de 8 anos perceba. Tudo o que
o puto não perceber deve ser proibido porque nós também não entenderemos. Esta é a minha ideia, a seguinte não é minha é do "colega" cá de casa.
Para as regras, se uma empresa der lucro, o gestor deve ter
direito a essa parte do lucro. Se não der lucro, não pode receber mais que o
salário base, que deve ser assim pequenino, ou até o mínimo.
Dois exemplos simples e regrados. E se juntarmos a isto a
nossa criatividade, o nosso dinamismo, o nosso sol, e a nossa cerveja e vinho,
então nós teremos tudo. Mas mesmo tudo!
Para ver outras ideias, siga este link:
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Apresentação do livro, 15 de Dezembro.
Convido-vos, a todos, a assistirem à apresentção do livro Marisa's Beautiful World no dia 15 de Dezembro, pelas 16 horas, na Book IT da Ferreira Borges em Lisboa.O livro reúne as melhores crónicas do blogue e alguns inéditos. Conto com todos para nos conhecermos e conversarmos um bocadinho.Bjs. Marisa
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Winnie e Nelson Mandela
Sou uma romântica incorrigível, mesmo quando não devo. E adoro histórias
de amor, principalmente se por detrás está a tragédia à espreita, que torna a
vida mais próxima da ópera do que da comédia. Nelson e Winnie Mandela viveram
uma história de amor intensa e inacreditável. Winnie está longe, mas muito
longe mesmo de ser uma santa, ou uma mulher que se deva admirar. Mas é impossível
negar a extraordinária vida desta mulher. Casou com Mandela em 1958, contra a
vontade do pai. A família de Winnie era rica e possibilitou-lhe o acesso à
educação, num país onde as casas de banho eram separadas por cores, mas isso
toda a gente já sabe. A primeira assistente social negra a exercer em
Joanesburgo viu o marido entrar na clandestinidade em 1961 e ser preso em 1962 até
ser libertado em 1990. 28 anos longe da família, 27 anos preso. Portanto Winnie
só viu o marido duas vezes
por ano, durante 27 anos, porque os prisoneiros só tinham direito a meia hora
de visita de seis em seis meses. É óbvio que teve amantes, e mais dois
filhos desses amantes. 27 anos é muito
tempo, tempo demais e ninguém sabe o que o casal combinou. Quando Mandela saiu,
Winnie estava lá, mas já não era a mesma e não podia ser. Acusada de fraude, de
roubo e de assassinato, Winnie foi e era
culpada de tudo. Mandela teve de separar-se da mulher que amava por uma
causa maior, o seu país. Fez bem. Mas os laços não se cortaram. Foi Winnie que
criticou o partido por mostrarem o ex-marido com ar debilitado. Foi Winnie que
criticou as visitas constantes que debilitavam Mandela. Porque para o bem e
para o mal, foi Winnie que esteve ao lado de Mandela nos momentos mais
decisivos da sua vida. Até ao fim.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
A profissão mais velha do Mundo.
A profissão
mais velha do mundo é a estupidez crónica. Nasceu no mesmo dia em que o macaco
se tornou bípede, sendo que o macaco é menos estúpido que o homem. Dizer
que a prostituição é a profissão mais velha do mundo é apenas acusar as
mulheres de serem putas, vulgares, indignas. Provavelmente a profissão mais
velha do mundo terá sido a agricultura, ou a caça. Mas caiu-se na vulgaridade
de se atribuir à prostituição este triste epitáfio, condenando as mulheres a carregar
este peso, tal como Eva carrega o peso do pecado apesar de ter sido o parvo do
Adão que comeu a maça.
A
prostituição é uma profissão em Portugal, apesar de estar na terra de ninguém,
porque o proxenetismo é ilegal, e os bordéis proibidos. Mas as prostitutas e
prostitutos não têm protecção legal ,nem fazem descontos, porque não enquadramos
a profissão em termos legais. Então o que fazer com esta profissão?
A Suécia, a
Noruega e o Reino Unido punem os clientes, mas a oferta da internet subiu,
subindo também os riscos de transmissão de doenças entre prostitutas e
clientes. A Holanda, a Alemanha, a Suíça e a Grécia
regulamentaram a prostituição considerando-a uma actividade económica. A Alemanha
já divulgou os lucros da actividade no sexo, num claro pragmatismo.
Mas existem questões não esclarecidas. Por exemplo, as
mulheres que se dedicam à prostituição são livres ou pertencem a redes de
leste, onde são escravizadas? A Alemanha tem este problema presente e as
prostitutas tem facilidade em sair desta profissão, que não é igual às outras,
ou o facto de se ter profissão ” prostituta/o” escrito no currículo pode
condicionar a vida futura destes homens e destas mulheres?
Bem, não sei responder a estas questões. Mas gostava
que fossem debatidas na sociedade portuguesa porque a crise está a levar mais
mulheres e homens para as ruas, onde para muitos é a única forma de
sustentarem as famílias. Mas sobretudo quero que lhe parem de chamar a
profissão mais velha do mundo. Porque raramente foi uma profissão e realmente
não foi a primeira.
Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém.
Nelson Rodrigues
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Casa solidária. Uma loja muito especial.
Bem, eu falo de solidariedade neste blogue, defendo a solidariedade, mas até hoje nunca tinha dispendido o meu tempo a ser solidária. Porque não me imaginava na rua ou porque não conseguia aceitar que tanta gente vivesse em condições desumanas, a verdade é que nunca me coloquei na posição de ser solidária. Até hoje. Hoje não tive argumentos nem desculpas e ainda bem. Hoje fui voluntária na Casa Solidária, uma loja linda que fica no Colombo, no piso 0, mesmo em frente à arvore de Natal, entre a Vista Alegre e a loja do Coração, perto da Nespresso. Querem ver o que tem lá dentro?
Nada. Absolutamente nada.Quando abre as portas, de manhã, não tem nada lá dentro. Esta loja vazia abre vazia e acaba cheia. Confusos? Eu explico. A loja abre com as prateleiras vazias, e durante o dia nós podemos ir até à loja entregar roupa boa mas que já não usamos, e preencher as prateleiras vazias desta loja. Quando fecha, a roupa é empacotada e enviada para instituições de solidariedade.Amanhã irei a esta Casa Solidária doar roupa de homem que será entregue na Casa do Gaiato e aos Sem Abrigo. Mas esta loja solidária tem mais para oferecer. Se forem como eu não têm jeito, nem paciência, para embrulhar prendas. E detestam oferecer coisas mal embrulhadas ou dentro dos sacos da loja,com a publicidade ali bem visivel, certo? Então aqui está a solução.
Na loja Solidária as voluntárias e voluntários embrulham os presentes em troca do que puderem dar. Ou seja podem comprar as prendinhas em qualquer loja e dirigirem-se à Casa Solidária para as embrulhar. Mas não são uns embrulhos quaisquer, são embrulhos gourmet. Vejam só caixinhas e os materiais que usam.
É ou não é uma maravilha? Embrulhos lindos e por um preço que podemos pagar, ou seja o que pudermos dar. Seja 1 cêntimo ou 100 euros, o que importa é ajudar.
E se neste tempo de crise, tão dificil para tantas famílias,se não pode dar roupa nem dinheiro e quer ajudar, então dê o seu tempo. Para embrulhar prendas, para varrer a loja, para receber pessoas, se puder e quiser este é o link para contactar a loja Solidária https://www.facebook.com/pages/Inspirar-qualquer-pessoa-em-qualquer-lugar/301702376559352?fref=ts
Amanhã lá estarei nesta loja a doar de roupa de homem. Passe por lá também a qualquer dia,a qualquer hora, para ajudar, para entregar roupa, para embrulhar os seus presentes. Porque ser solidário assim não custa nada e ainda maravilha a família com os embrulhos lindos que aqui se fazem. O Natal é só em dezembro, mas o que fazemos agora dura o ano inteiro.E não é bom?
Fazer o bem é o mais suave prazer que se pode experimentar.
Henri Frédéric Amiel
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