terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Casa solidária. Uma loja muito especial.



Bem, eu falo de solidariedade neste blogue, defendo a solidariedade, mas até hoje  nunca tinha dispendido o meu tempo a ser solidária. Porque não me imaginava na rua ou porque não conseguia aceitar que tanta gente vivesse em condições desumanas, a verdade é que nunca me coloquei na posição de ser solidária. Até hoje. Hoje não tive argumentos nem desculpas e ainda bem. Hoje fui voluntária na Casa Solidária, uma loja linda que fica no Colombo, no piso 0, mesmo em frente à arvore de Natal, entre a Vista Alegre e a loja do Coração, perto da Nespresso. Querem ver o que tem lá dentro?


Nada.  Absolutamente nada.Quando abre as portas, de manhã,  não tem nada lá dentro. Esta loja vazia abre vazia e acaba cheia. Confusos? Eu explico. A loja abre com as prateleiras vazias, e durante o dia nós podemos ir até à loja entregar  roupa boa mas que já não usamos, e preencher as prateleiras vazias desta loja. Quando fecha, a roupa é empacotada e enviada para instituições de solidariedade.Amanhã irei a esta Casa Solidária doar roupa de homem que será entregue na Casa do Gaiato e aos Sem Abrigo. Mas esta loja solidária tem mais para oferecer. Se forem como eu não têm jeito, nem paciência, para embrulhar prendas. E detestam oferecer coisas mal embrulhadas ou dentro dos sacos da loja,com a publicidade ali bem visivel, certo? Então aqui está a solução.


Na loja Solidária as voluntárias e voluntários embrulham os presentes em troca do que puderem dar. Ou seja podem comprar as prendinhas em qualquer loja e dirigirem-se à Casa Solidária para as embrulhar. Mas não são uns embrulhos quaisquer, são embrulhos gourmet. Vejam só  caixinhas e os materiais que usam.



É ou não é uma maravilha? Embrulhos lindos e por um preço que podemos pagar, ou seja o que pudermos dar. Seja 1 cêntimo ou 100 euros, o que importa é ajudar.

E se neste tempo de crise, tão dificil para tantas famílias,se não pode dar roupa nem dinheiro e quer ajudar, então dê o seu tempo. Para embrulhar prendas, para varrer a loja, para receber pessoas, se puder e quiser este é o link para contactar a loja Solidária https://www.facebook.com/pages/Inspirar-qualquer-pessoa-em-qualquer-lugar/301702376559352?fref=ts




Amanhã lá estarei  nesta loja  a doar de roupa de homem. Passe por lá também a qualquer dia,a qualquer hora, para ajudar, para entregar roupa, para embrulhar os seus presentes. Porque ser solidário assim não custa nada e ainda maravilha a família com os embrulhos lindos que aqui se fazem. O Natal é só em dezembro, mas o que fazemos agora dura o ano inteiro.E não é bom?

Fazer o bem é o mais suave prazer que se pode experimentar.
Henri Frédéric Amiel

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Casamento gay

A Croácia recusou o casamento gay. E eu não percebo o porquê. Se sabemos que existem pessoas que amam pessoas, porque não aceitar que pessoas que amam pessoas do mesmo sexo tenham direito ao mesmo contrato social que nós? Eu nunca me casaria porque não gosto nem de regras estatais, nem gosto de casamentos em geral: é uma festa longa e geralmente chata. E cara, se é cara. Nem o vestido me tenta, e eu adoro roupita. Mas não ando por aí na rua a proibir as pessoas de casarem porque não gosto ou não me identifico. As pessoas para serem pessoas precisam de rituais e validações. E festas e romarias. E eu não percebo porque se negam direitos a pessoas como nós só porque amam pessoas do mesmo sexo e não de sexo diferente. E muitas vezes me questiono: se a "normalidade" fosse casar entre iguais, mesmo sexo, o que fariam todos os outros "anormais"? Viveriam escondidos, com medo? Procuravam “tratamentos” para o amor? 
Que pena a Croácia não amar livremente. Porque se perdem cidadãos iguais e livres, e constroem-se cidadãos de primeira e cidadãos de segunda. E O amor não devia precisar de votos, porque amor é amor.

Aqueles que se amam e são separados podem viver sua dor, mas isso não é desespero: eles sabem que o amor existe.
Albert Camus

domingo, 1 de dezembro de 2013

Uma Europa perigosa.

O Papa Francisco disse-o, Soares disse-o, eu digo-o: uma Europa perigosa está a surgir a passos largos. Manifestaram-se ontem em Atenas apoiantes da Aurora Dourada, o partido da extrema-direita que elegeu 18 deputados para o Parlamento Grego, a exigir a libertação do seu líder Nikos  Michaloliakos, acusado de assassinar Pavlos Fyssas, cantor anti-fascista, à saída de um bar. Na Eslováquia o partido de extrema-direita  A Nossa Eslováquia, conseguiu ser eleito para governar a região Banská Bystrica, e o  seu discurso anti-cigano venceu o discurso democrático. Na Hungria o partido Amanhecer Húngaro, está prestes a conseguir a legalização, com um discurso anti-semita e anti-cigano. Nesta mesma Hungria que criminaliza os sem-abrigo, prendendo-os depois de três detenções: quem é pobre é preso por ser pobre. Na Áustria, o partido da extrema-direita, anti-imigrante e anti-europeu, subiu nas tendências de voto. Na França, a ministra de origem guianesa é chamada de macaco e crianças atiraram-lhe bananas na rua. Ao mesmo tempo, o partido de Marine Le Pen sobe nas intenções de voto. O massacre na Noruega, na ilha de Utoya, foi apenas há dois anos. Lembram-se do motivo? Matar a nova geração de liberais noruegueses, dos que colocam os direitos humanos como bandeira humana antes da cor da sua bandeira.
É uma Europa a ferro e fogo onde a culpa da crise económica não é dos bancos, nem da desregulação bancária, nem  dos negócios privados que lesam o Estado nem dos maus políticos. A culpa é dos ciganos, dos emigrantes, dos pretos, do outro.
Que se deve fazer? Bem, nisto sou sueca. O líder da extrema-direita foi recebido no Parlamento  Sueco com um bolo na cara (o que se diria em Portugal, meu Deus!). O primeiro-ministro não lhes concede audiências porque com este tipo de gente não há diálogo.
Com o racismo, com a xenofobia não se dialoga.Não se dá voz.Porque Hitler não pode voltar a morar aqui.


Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.

Mandela, Nelson



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Foste traído? A culpa é tua.

Se há tema que nos apaixona, é o amor. Se há tema que nos arrepia, é a traição. Existem tantos tipos de traição (entre amigos, nos negócios, na vida do dia-a-dia), que quase me atrevo a dizer que para trair e ser traído basta estar vivo. Mas o tipo de traição que eu quero aqui discutir é a traição amorosa. Durante muitos anos li quase todas as revistas femininas, frequentei muitos cabeleireiros e ouvi muitas conversas para chegar à seguinte conclusão: em Portugal, quiçá no Mundo, a culpa da traição é do traído. Just simple as that!
Porquê? Bem, porque como qualquer amiga(o) vos dirá, a traição ocorreu porque a relação já não estava bem, " já não comunicávamos", "não tínhamos tempo um para o outro", entre outras verdades. Se traíste, a culpa é do teu companheiro: não te ouviu, não fizeram planos, não investiram na relação . Se foste traído, a culpa é tua: não ouviste, não fizeram planos, não investiram na relação. E aqui está fórmula mágica para combater a traição: ouvir, falar, investir na relação, programas a dois. Também é possível ser-se traído ou traída porque não demos espaço ao outro, mas isso também só acontece porque a "comunicação" não foi  a correcta. Culpa, culpa, culpa. Explicações, tentativas de entender, de aceitar, de catalogar.  A traição é como o amor: ocorre de diversas maneiras, sem se esperar, sem hora marcada.
Conheço muito boa gente que ama o marido, a mulher, mas que não resiste aquele jogo da sedução que ocorre no trabalho, na noite, no facebook. E todos comunicam bem e amam-se, verdadeiramente. E também conheço quem tenha traído porque simplesmente teve oportunidade para isso: numa noite, numa viagem, com desconhecidos, com conhecidos.  Conheço traidores que traem porque gostam da sensação de risco, conheço pessoas para quem ser traído não é nada de mais, até defendendo que há coisas piores, e até quem aceite que o companheiro precise de aventuras para se sentir feliz. Numa sociedade machista como a nossa, a traição da mulher é vista como um crime, a do homem como uma constatação de virilidade Mas a minha geração já não aceita estas definições e a minha geração é igualitária no trair e ser traído.
Trair não significa não comunicar, trair não significa não ter uma relação estável. E podem-se tirar as conclusões que se quiserem menos uma: a traição só ocorre porque a relação não estava bem. A traição ocorre porque sim e porque não. Mas sobretudo a culpa não é partilhada, mas o perdão pode sê-lo.


Cometem-se muito mais traições por fraqueza do que em consequência de um forte  desejo de trair.

Rochefauld, François.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Ready, set, go!

Foi hoje. Hoje defendi a minha tese sobre Aldeias Abandonadas, Património Imaterial e Desenvolvimento Local; estudos de caso na Área Metropolitana de Lisboa. Longo título, longa tese. E muitos, muitos nervos hoje na apresentação. A voz tremeu, as mãos tremeram, tudo tremeu.Incrível como o ano de 2013 pode trazer tantas coisas boas como más: a doença do meu pai, uma mudança abrupta de vida, o lançamento do livro com os temas deste blogue e agora o ano em que termino a tese. 
Depois da tempestade vem a bonança e depois da bonança vem a tempestade. A vida é tão intempestiva como maravilhosa. E hoje é um dia muito bom..


Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.
Mahatma Gandhi

sábado, 23 de novembro de 2013

Olha o porta-chaves da Inês!!!!!


Porque o vosso mundo tem de ser celebrado, tal como o Mundo da Inês!E o preço? 3 euros. Sim, com nome gravado e tudo, 3 euros! Como encomendar? Bem, se vivem fora de Lisboa terá de ser pelos emails filipemarisa@hotmail.com ou pelo ialdim@gmail.com. O vosso lindo porta-chaves será enviado com os portes de envio incluídos, portanto 3 euros mais qq coisa. Se vivem em Lisboa telefonem para a Isabel, 

919049234 e podem ir buscar o vosso porta-chaves personalizado ao seu bonito atelier no centro de Lisboa.
 Até já!!!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Estou aqui

Se precisares, estou aqui. Se quiseres ligar só para dizer olá, eu estou aqui. Se quiseres aparecer, basta bater à porta, eu estou aqui. Se precisares que eu pegue no carro e vá ter contigo, não importa onde, eu estou aqui. Se quiseres ir ao cinema, eu estou aqui. Se quiseres ir dançar, eu estou aqui. Neste ano de más notícias, de perdas tão difíceis para tanta gente que eu gosto, só quero dizer aos meus que eu estou aqui. E se às vezes me esqueço, se deixo passar, relembrem-me, zanguem-se.

Porque de repente a vida passou e ficamos sozinhos com as nossas tarefas e não com os nossos amigos. Por isso, antes que me volte a esquecer, eu estou aqui.